…ainda sobre( “dorothy não está…”!!!,-) #OntemAAnoitte

 

Um pedido tão singelo e sincero do tipo:” boiei no final do texto, qq tem a v mágico de oz com aquelas parada lá? Dá pra me explicar senão não vou dormir hj…” – então, tive que me explicar e me reportar a um tempo pós (traumática guerra fria!!!,-) Londres, quando cheguei a São Paulo no início dos anos noventa e fui trabalhar com moda, nos primeiros dias fiquei hospedado em um colchonete que eu abria a noite depois do dia intenso no estúdio de design de moda do meu amigo dos tempos da fábrica no nordeste, onde comecei a trabalhar antes do “sonho de uma noite de verão” que vi nos palcos em São Paulo e que vivi em Londres, agora me ocupei inicialmente com produção de eventos ligados aos ‘books’ de moda encomendados pelos núcleos de moda industrial de São Paulo, uma máquina imensa já naquela época, com feiras de modas seguimentadas para todos os públicos, infantil, juvenil, calçados…etc….felizmente não faltou trabalho e como na época a economia brasileira vivia as voltas com seus ‘planos salvadores’ e com as esquecíveis ‘U.R.V.s’, e o dólar era praticamente a moeda principal nesses meios de prestação de serviços…logo encontrei um amigo do nordeste que não via a muito tempo e que estava procurando alguém para dividir o aluguel de uma casa em Osasco, na grande SP, onde ele e o irmão recém separado estavam lutando para dividir as despesas depois que a esposa foi embora e levou com ela o gordo salario de secretária executiva de um importante industrial da região… e olha que os dois eram bancários, talvez esse fosse o problema, eles tinham que ser BANQUEIROS. Seria desnecessário dizer que me apaixonei pelo irmão do meu amigo, depois do trauma londrino imensurável, qualquer bom dia me insinuava uma fuga por um romance fulgás…nós três dividíamos um sobrado, que deveria custar o mesmo que um aluguel numa quitinete na paulista, as vantagens de morar na periferia… tínhamos muito espaço, eu e meu novo pretendente do quarto ao lado, um desconhecido até então, trabalhávamos de dia, ele no Banespa e eu metido com vitrines e croquis de coleções de moda grunge ‘street , uma coqueluche em tempos ‘nirvânicos kurt corbeínicos’ com direito a muito ‘xadrez de janela’ em ‘flanela’… nós quase não nos víamos, pois meu amigo trabalhava a noite no setor de compensação de cheques do Bradesco, de Amador Aguiar, que ficava a algumas quadras de onde morávamos em Osasco. Aos finais de semana sempre rolava uns almoços, uns ‘lounges’ quando ainda nem se tinha compreendido o conceito ‘after hours’ no ‘hells’ do Ângelo Leuzzi, marido da top brasileira do momento pré Gisele: Shirley Malman, amiga de Silvia, mais conhecida por todos como Vinha, uma deusa de ébano que encantava as badaladas noites paulistas, ainda em época do lendário madame satã, ‘nation’, nepal, ‘massivo’, ‘AZ70’ de Bebeth Indarte com “júlia mattos nas pick-ups”, aloka, ‘sra. Kravitz’, ‘ritz’, “HS”…bons tempos aqueles…enfim vinha conhecia todo mundo e trabalhava comigo no estúdio de ‘fashion design’…desnecessário dizer que fugi, assim que me senti atraído pelo irmão do meu amigo, que carente pela separação da esposa e da nova namorada que estava no nordeste e que ele estava juntando o dinheiro para traze-la no fim do ano… costumava se aproveitar da minha ‘asa caida’ por ele e me fazia de confidente nas noites em que eu não aguentava o ‘pique’ paulista das badalações do mundinho fashion que acontecia de segunda a segunda, com quartas esplêndidas no famoso “chá chá chá”, com direito a Neil Tennant, do ‘pet shop boys’, e ‘hapennings’ ‘avancinis’ de ternos de jornal…realmente nem Nova York em tempos de estúdio 54, se via tamanha loucura artística, pura e genuína como só em épocas de crise se oferece aos artistas tupiniquins e/ou não…e…ao seu público…depois de passado o desespero por esquecer o passado recente, coisa até fácil quando eu já conseguia comprar um bom vinho e queijos na Mesbla, do teatro municipal e até pedir ‘spaggheti ao sugo com schweps’, no ‘Aero Anta’ , apesar da cara de ‘éca’ dos meus convivas, em dias de Edgar Scandurra vizinho do meu amigo, na Rua Major Sertório, parada obrigatória pra conversar com os travestis da ‘nostro mondo’, e/ou monstro mundo, como diziam, antes de cair na gandaia na “proibidus” embaixo do minhocão, antes de cair na travessa Princesa Isabel, no antológico ‘doble way’, inferninho vip da cidade com direito a celebridades, Edsons Carneiros, ainda em Ravel, os michês mais gostosos do parque Trianon e imediações do Masp…e … tchan tchan tchan… a melhor cocaína da cidade servida pelas garçonetes como se serve uma cerveja pilsen… com classe…era um pandemônio, quando mudávamos um pouco de área tinha o momento ‘mendiguetes culturais’, que consistia em saber de todas as vernissagens da cidade, coisa fácil para meu mestre em artes plásticas, Sérgio Gregório, com quem apurei o meu olhar artístico e até compreendi melhor as visitas a ‘national gallery’ em meus secretos tempos britânicos, que sempre quase me saltava a boca em comentários que não consegui fazer, do tipo:”realmente a mona lisa é fantástica, mais o quadro que fica em frente a ela no museu é incrível, imenso…” mas mesmo sem referências explicitas eu gostava de exibir meus conhecimentos como quem leu em algum artigo de revista de arte… funcionava e me promovia, sem os olhares maldosos de incriminação como o mentiroso da vez, coisa comum no meio fashion para quem não sabe…ufa, a vida paulista era uma farra, ainda tinham as visitas a casa de minha mãe agora em Brasília, com finais de semana onde eu fazia o nhoque que o irmão do meu amigo me ensinou em casa, já que o spaggetti ao sugo não agradou muito aos meus parentes que me tratavam como alguém que não deu certo lá fora…coitadinhos, eles nem suspeitavam da ’emily thorn’ que se apossaria de mim, adormecida desde a visita aos hamptons, em um ‘motor home’…logo que ficamos mais íntimos, eu e o irmão do meu amigo, costumávamos jantar juntos depois do trabalho, em casa, onde eu servia ‘goulash’ pra comer com pão caseiro e salsicha, que me lembrava um certo alguém já perdido nas lembranças de um tempo esquecido na memória a muito custo… e…seduções, sim, assim que começamos a nos entender com os papos comuns ao mundo financeiro, que o surpreendiam pelo fato de eu trabalhar em uma área completamente diferente da dele, estava fechado o triângulo amoroso que só acabou com a chegada da nova namorada nordestina que viera para se casar na cidade grande com seu bancário, eu não queria envolver-me mas a situação de nossas carências nos obrigou a aquilo tudo que fizemos, me senti culpado e paguei pela viagem dela para são Paulo como presente de casamento, ele aceitou mais pelo fato de que assim os rumores de que o ‘viado’ amigo do irmão dele, também gay, estava apaixonado por ele, coisa fácil de se perceber tamanho era o entrosamento de causar inveja ao meu próprio amigo, irmão dele. Ainda no dia do casamento tive que salvar a noiva que arrebentou o zíper do vestido alugado, produzido por mim com muitos broches aplicados como em um editorial de moda barroco de ‘La Croix’, depois do susto e sepultadas as desconfianças da noiva e a nossa culpa de amantes secretos eles até me acompanharam uma vez ao meu mundinho de badalações para que eu me encontrasse pela primeira vez com meu primeiro de 2 namorados paulistas, o Pedro, também bancário e que amava Hendel, me enchia de fitas cassetes pro meu walkman amarelo da sony, depois de cd’s encomendados por fax na ‘planet music’ da av. Rebouças, pros nossos ‘discmans’, a pilha que só rodava um cd por carga, mas nós insistíamos como todo mundo na base do voltar a fita com a caneta e/ou carregar pilha extras nas bolsas enormes tipo de modelo, com tudo que você pode imaginar e mais alfinetes de segurança, com os quais eu fazia meus próprios piercings, ainda novidade no Brasil, naqueles tempos. Com o relacionamento com Pedro, que era portador de uma deficiência congênita na perna esquerda que o fazia mancar um pouco quando se movia, eu me distanciei sem muito sofrimento do meu, agora, ex amante, como se progride rápido quando se tem as carnes duras e tenras da juventude, mas confesso que as vezes quando acordava a noite e ouvia os barulhos do casal no quarto ao lado, quarto onde eu muitas vezes estive nas mesmas condições prazeirosas, eu sentia ciúme, tanto que competia em ‘barulhos’ com os recém casados, quando Pedro dormia comigo em casa, coisa rara, já que ele morava no ABC e eu em Osasco, ou seja diametralmente opostos com uma distância quase intransponível que só o amor conseguia vencer. A vida seguia tranquila apesar da correria do trabalho incessante que trazia o dinheiro, mas roubava o tempo de gastá-lo, como já havia vivido isso, me joguei na cocaína pra dar conta do recado, coisa normal no meu meio profissional, que nem a Donatella Versace do filme ‘irmãos versace’, me vi no lugar daquela atriz no papel de @DonatellaV , no filme quando assisti dias atrás. Chegava a ficar até três dias acordado a base de ‘reativan’, pra acordar, café e cigarros o tempo todo…e… maconha no fim do expediente pra começar a pensar no ‘happy hour’ do dia… comida mesmo só em casa, ou no ‘famiglia mancini’, l’osteria do piero e na cantina d’amico piolin, tinha também um ótimo restaurante no centro que tinha aqueles pratos com nome de estrelas de cinema onde eu sempre pedia um ‘clark gable’ no capricho e saboreava um talharin com coelho a caçadora de sujar o bigode de Clark, tenho certeza, mas o porque daquele prato ter aquele ‘patrono’ eu nunca entendi direito, afinal visitar o chef na cozinha é coisa recente no Brasil, antes, quem tentasse entrar na cozinha era impedido e como eu tinha que aproveitar a ‘larica’ pra comer um pouco antes da anorexia certa, incentivada pelo meio fashion e pela necessidade deseperada de vestir um ‘shayna sekini’ tamanho 36, pois 38 era só pras ‘obesas’ na época do ‘heroine chic’ de Kate Moss, eu sempre relevava e abortava a invasão a cozinha do restaurante, como era mesmo o nome? Não lembro…mas lembro muito bem dos primeiros shows internacionais no Brasil, Pet Shop Boys… Rolling Stones em São Paulo, quando rolou uma história de que o estádio iria ruir durante o show o que me fez ficar sozinho no ‘burguer Bier” da consolação ouvindo ‘satisfaction’ na ‘junkebox’, por que todo mundo na cidade tinha ido ao show, menos eu, o paranoico traumatizado, mas há males que vem pra bem, nessa noite conheci um ‘aeromoço’ lindo que me abduziu do meu triste e solitário destino e me carregou pra ‘loka’ com ele e que quando dei por mim já estava eu grudado aos beijos com, talvez o cara mais bonito que já fiquei na vida, um rapaz jovem todo certinho que se amarrou no meu perfume ‘CK one’, e na minha cueca branca ‘calvin klein’, coisas raras mesmo já em épocas de aberturas dos portos para o produto importado, portas escancaradas em que jorram os produtos chineses da 25 de março hoje em dia. Esse rapaz certinho de cabelos pretos e lisos bem cortados e arrumados que me lembrava o finado Cristopher Reeve naquele filme antigo em que ele volta para o passado, antes do sucesso como superman… lembranças do passado me assustaram e afastaram do cara que mais quis ter algo sério comigo em toda a minha vida de desfrute, ele já falava em casamento e adoção de crianças… mas… eu sempre tinha que entrar e sair escondido do flat nos jardins em que ele morava, pago pela empresa de cartões de créditos onde ele trabalhava como jovem executivo, pois os outros funcionários moravam todos no mesmo andar do flat e por vezes ele tinha que ir atender a porta, sem terem interfonado,e eu tinha que esconder, por que algum amigo da empresa queria papear com ele, que era do interior de São Paulo, com aquele sotaque característico que aprendi a amar até enxergar as incongruências comuns aos mortais que sempre, encontramos quando nosso coração já se decidiu na vida…até que formávamos um par interessante, fez o maior sucesso na primeira vez que o levei comigo a um desfile de moda, coisa do outro mundo pra quem trabalhava no mercado financeiro e achava que ‘blush’ era marca de chiclete, torcia pro palmeiras e até se envolvia em brigas nos dias de jogos, que ele insistia me levar, já que eu tingia meus cabelos de verde, mas as unhas pintadas e os piecings, com os jeans destroyed, sapatos Anderson Rublo, com plataforma de 20 cm, em listras preto e branco, e qualquer camisetinha Hering world tshirts tamanho 12 anos e/ou ‘fruit of the loon’, me impediam de aceitar seu convite, ele era capaz de me enfiar debaixo da mesa do restaurante Fasano, se visse alguém importante da empresa dele… e… as vezes me beijava na calçada do fran’s café nos jardins só porque alguém comentou algo sobre nós… chegou uma hora que eu não aguentei esses disparates dele e como já estava afastado da noite a um tempo, tinha até engordado, pois ele só sabia sair para comer, coisa que só meu amigo do Bradesco e o namorado dele gostavam também, aí era só atividades para casais, cinema, feirinha da benedito calixto sábado a tarde, até engordei, quando me vi usando manequim 40, chutei o balde, rompi com a vidinha de casal e apesar dos pedidos dos meus amigos eu o deixei… sem menos terminar, sem brigas, sem DR, simplesmente, aproveitei que nós dois tínhamos muito trabalho, felizmente, e o tempo fez o resto, fiquei um bom tempo sem ninguém, e tendo que ouvir dos meus amigos que eu era louco de ter abandonado um ‘partidão’ daqueles… se eles soubessem meu desencanto verdadeiro, que sina, só me envolvia com gente do ‘financeiro’, por que será que eu nã descolava um cara mais velho de família quatrocentona do alto de pinheiros como meu amigo? Até pensei de virar a bruxa e acabar com o relacionamento deles já que o namorado era um amor  comigo, até me dava umas condições, se é que me entendem…mas eu nunca fui de trairagem… então, o destino fez o resto, o irmão do meu amigo e a esposa dele resolveram se mudar pro centro de São Paulo pois ela havia arrumado um emprego por lá e já que o outro também trabalhava no centro, uma quitinete no copan, as vezes até dormia por lá quando não queria voltar pra Osasco, cidade que aprendi a amar como meu lugar, saia muitas vezes na noite de osaka, ou ‘mundo de oz’ como eu dizia no texto da ‘dorothy’ gravada na secretária eletrônica, que era o máximo depois do fax, naquela época pré internet no Brasil. Tinha uma boate de periferia que eu adorava frequentar perto do viaduto da autonomista no centro da cidade que era perto da cidade de deus onde morávamos, agora com a companhia de mais dois amigos nordestinos que resolveram tentar a vida em sampa, um era o meu amigo enfermeiro que fazia um treinamento com doutor Zerbini, um pioneiro dos transplantes no Brasil, o outro era bailarino e conseguiu um contrato no balé Cisne Negro de Márika Gdali, adora ir ver os ensaios quando podia, mas nunca cheguei a ver um espetáculo no municipal, minhas noites eram totalmente comprometidas com a devassidão cluber dos anos noventa, ferveção sem limites, da minha turma só eu e ‘a bailarina’ dávamos conta do riscado, até que na “gents” ele conheceu um advogado, ou teria sido naquela outra boate dos jardins, a RAVE, onde eu tinha cartão de entrada vip, na qual o dono da Rastro, encontrou seu algoz, um michê assassino, lindo e caríssimo que toda a paulicéia desvairada queria levar pra casa…felizmente estava acima das minhas possibilidades naquele momento, acompanhantes de industriais milionários não são para vitrinistaszinhos, drags queens nas horas vagas, metidos a estilistas que querem conquistar o mundo com uma tesoura…não tinha como dar certo, mesmo, então quando meu amigo estilista resolveu lançar sua marca própria, com loja nos jardins e tudo e dispensar a Silvia, a ex popular deusa de ébano das noites paulistas que então estava grávida e tinha se casado com um moto boy maravilhoso de Guarapuava, no Paraná, senti que era hora de zarpar mais uma vez, deixei o estúdio de design e fui trabalhar um pouco com arte, num outro estúdio de arte onde ajudava a produzir as exposições… os vernissages, que as ‘mendiguetes artisticas’ percorriam sempre em busca dos vinhos alemães ‘rieslings’, pra encher a cara e não gastar muito na boate mais tarde, noites caríssimas, se fossem no modo pacote completo com direito a um hotelzinho barato na luz, tipo rua santa Efigênia e adjacências que ficavam perto do bom retiro onde ficava o estúdio de moda e santa cecília onde era o estúdio de arte. Teve uma exposição no jardim botânico, era uma interferência, uma ‘instalação a céu aberto, em meio a natureza, somente contemplativa, com painéis imensos, coloridos com materiais plásticos que se contrapunham a natureza circundante e destacavam a beleza mutua, do natural e do sintético, foi lindo participar daquilo, era diferente dos desfiles, com todas aquelas pessoas de cara amarrada e/ou de paisagem, fazendo carão como se soubessem algo que nós não sabíamos, talvez devesse ser a escalação completa dos estilistas que estavam por trás das grandes grifes, e suas últimas novidades…só então me dei conta do absurdo vazio que isso me fazia perceber…me fazia sentir, depois de um curso intensivo de belas artes com direito a ver Rodin, na pinacoteca do estado e aulas de afresco, legítimo, que nem os antigos, eu resolvi encerrar meus dias de sampa…”da feia fumaça que sobe apagando as estelas … eu vejo surgir teus poetas…teus deuses da chuva…” já existiam para mim Rita Lee e a sua mais perfeita tradução… mas os novos baianos ficaram para trás, por que eles podiam curtir aquela cidade numa boa… eu, talvez devesse ter vindo primeiro a São Paulo, do nordeste como os meus amigos que se entristeceram com minha decisão de ir morar em Brasília, por uns tempos eu dizia, andava cheirando demais, o mercado de artes não era ainda, para mim, muito rentável como a moda, com todas as suas vitrines e vendas de croquis para confecções de ‘fast fashion’ do Brás e Bom Retiro, onde eu me criei na galeria ribeiro de lima coisa em comum que tenho com Ocimar, Versolatto, of course… mas pelo menos não fui a paris para assinar Balmain e voltei de mãos abanando…que crueldade…mas é assim que se faz um comentário digno no mundinho fashion, sempre seguidos de risos torpes e nervosos…por isso quando me desfiz do que tinha em Osasco, e arrumei minhas malas, sim dessa vez eu sairia dignamente, o excesso de peso me desincentivou a compra da passagem aérea, mandar minha preciosidades pelo serviço de entrega sairia muito caro, então me apeguei com minha sina errante de nordestino nato, um pouco afrescalhado, mais integro, inteiro, resoluto…e… me fui de sampa pra Brasília… meu amigo enfermeiro, olha que engraçado, se ofereceu para viajar comigo para me ajudar com a bagagem tipo de viagens náuticas em cruzeiros de três meses na Grécia inteira… ah, Mikonos da minha juventude…e quando chegamos a Brasília ele se apaixonou pela atmosfera futurista do traço do arquiteto Niemayer, conheceu um professor da fundação educacional do DF…e…se casou e vive feliz para sempre, com filha adotiva já adulta e tudo… enquanto eu ainda estou a procura do meu par perfeito… talvez eu seja exigente demais, ou talvez preguiçoso…mas… algo lá bem dentro de mim me diz que eu não perco nada por esperar… o que é uma vida, se o amor verdadeiro é eterno…sempre eterno enquanto dura… assim falou o poeta, talvez Zaratustra também tenha dito isso…mas… ninguém ouviu, de certo… e…foi isto que realmente aconteceu…o resto é lenda(k!!!,-) #sohseiquefoiassim

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