…a sociedade ‘microencefálica’ no futuro…!!!,-@ #quemviververah

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…foram tempos que se perderam no calendário, já não se sabia ao certo quanto tempo se passara, o próprio conceito de tempo mudara, já não era comparado ao dinheiro, o próprio dinheiro já não era mais o mesmo, já não seduzia ninguém por ali, todos sabiam que servia apenas pra facilitar a comercialização daquilo que se tinha de mais valor naquela nova, novíssima sociedade, não importando se fosse pão, leite, queijo, frutas e legumes, é claro que as guloseimas sempre ganhavam em disparado pelo gosto ‘infantil’ destes novos membros gerados a partir de uma mutação genética de um vírus chamado providencialmente de ‘zika’ que afetou grande parte da, agora reduzida, população da terra, que já não é mais dividida por distritos nacionais, com suas “cercas embandeiradas que separam quintais”, não havia necessidade disso pois a nossa beligerante espécie ’homo sapiens’  tinha sido reduzida a uma quantidade muito pequena, que residia nos locais mais inacessíveis do planeta, cercada por suas glórias do passado que respondiam por toda a tecnologia deixada como legado para uma população que não via muita utilidade em ‘tablets’ com jogos de futebol virtuais, quando se podia ‘bater uma pelada’ no campinho da esquina. O temível ‘zika’ vírus que começou a sua invasão na espécie humana em 2015, muito tempo depois mostrou ao que veio, quando reduziu a taxa de natalidade planetária a quase zero durante os primeiros anos da infecção que se alastrou como rastilho de pólvora no inicio do já distante século XXI, com a inutilidade das vacinas criadas, pelas falhas sucessivas na criação de uma proteção que evitasse que os bebês de mães da espécie ‘homo sapiens’ nascessem portadores de microcefalia, uma má formação fetal, que reduz o tamanho do cérebro das crianças que ao nascer apresentam inúmeros distúrbios relacionados ao menor tamanho do cérebro, o mais danoso é a inteligência. Os indivíduos nascidos com esse enfermidade genética teem o Quoeficiente de Inteligência reduzido, o que  interfere na interação com os outros. Nos primeiros anos da epidemia, foi muito comum o infanticídio, prática que depois foi terminantemente proibida pela diminuição veloz do numero de habitantes no planeta que ainda estava sendo devastado pela guerra, fome e desastres ambientais, como é visto nos parcos ensinamentos dogmáticos históricos que se utiliza na formação simples que permitem aos atuais  ‘zikz’ comandarem, agora, toda a humanidade, com a supervisão dos cada vez mais raros ‘homo sapiens’ originais, que viviam como já disse nos locais mais ermos do planeta em pequenas comunidades quase sempre científicas que nunca deixaram de procurar a cura para essa ‘involução’  a que a humanidade estava sendo submetida pela natureza…essas comunidades se conservavam distante dos denominados zikz, eles não se sentiam confortáveis em se verem nessa forma mais mal acabada do projeto original suspenso pelas leis da natureza universal e que ainda assim parecia agradar muito mais aos criadores supremos da vida física particular, por isso material. Os zikz eram feios desengonçados, não muito inteligentes, mas eram felizes, viviam livres dos pensamentos obsessivos de controle que nos impulsiona a querer mandar nos outros, eles agiam como crianças num jardim das delicias, com a redução populacional drástica dos primeiros tempos da exposição ao vírus que exterminou a maior parte dos seres humanos da “cepa” sapiens, os zikz se concentraram e se reproduziram melhor em locais com temperatura amena e clima temperado o que aumentavam as condições propícias para a produção dos alimentos que permitiam que todos continuassem vivos, essa produção era fundamentalmente orgânica, o que fez com que os zikz formassem dentro de si uma poderosa arma de combate as enfermidades, um sistema imunológico praticamente imbatível, que permitia a estes seres engraçados viverem a vida toda sem um único resfriado, o tempo de vida deles é reduzido como os dos anões, quando estes existiram na terra, e as enfermidades as quais eles tinham que suportar eram as mesmas que se percebiam ao nascer, alguns não enxergavam muito bem, outros portavam alguma deficiência física nos membros, e a sua formação característica microencefálica, o cérebro e caixa craniana menores, detalhe que ocasionou nos zikz um gosto excessivo por chapéus e adereços de cabeças que tornassem a aparência de suas ‘cacholas’ mais avantajadas e isso era um importante símbolo de estatus para essa sociedade microencefálica que estava presente em todos os continentes habitáveis. Eles são vaidosos, muito vaidosos como seus pais ‘sapiens’ foram um dia, adoram se vestir com roupas extravagantes e exageradas para disfarçar seus corpos disformes, o que faz as ruas dos distritos ‘zikz’ se tornarem verdadeiros desfiles de moda a céu aberto, tirando esse detalhe, tudo o mais se conservava na mesma configuração que os últimos homo sapiens do planeta formataram para seus descendentes menos privilegiados intelectualmente, essa era a grande diferença da nossa sociedade atual para a sociedade microencefálica dos zikz, tudo precisa ser muito simples, eles não tinham condições para observarem muitas escolhas, isso os distraia e os confundia, mas com uma engenhosidade de crianças e uma concentração invejável até para o mais elevado guru, eles operavam todos os setores comuns da sociedade com um ritmo e graça que lembravam os anões da fantástica fábrica de chocolate do antigo filme do cinema da era gloriosa dos sapiens, o filme mais famoso do fantático mundo zikz. As cidades simples e coloridas que mais pareciam um parque de diversões, foram aos poucos sendo fixadas em locais seguros, longes de áreas de desastre ambiental e muito afastadas das cidades fantasmas abandonadas dos antigos e reinantes sapiens, algumas foram sumariamente destruídas para criar a lenda de que os sapiens restantes isolados nas suas comunidades cientificas e tecnológicas, eram na verdade seres divinos vindos de um outro mundo para auxiliar seus irmãos menos favorecidos com as dádivas da inteligência suprema que aos zikz foram negados, o que os conferia o controle do mundo zikz, esses ‘poderes’ não eram perfeitamente compreendidos pelos zikz, que eram infantis e gentis com todos, cuidavam de todos, se viam como familiares, não existiam distinções sociais que os separassem em castas, todos eram iguais naquela sociedade tida como neo-primitiva, a única distinção eram o tamanho dos seus chapéus e adereços de cabeça que desde que o filme ‘alice no país das maravilhas’ foi exibido em cadeia mundial para os zikz, tornara se febre, e o ‘chapeleiro maluco’ era o ídolo de uma geração. Cuidavam das outras criaturas do planeta como se fossem seus filhos, e não importava se fossem formigas ou elefantes, eles abandonaram o hábito carnívoro de se alimentar, por não conseguirem matar, eram frugais vegetarianos, mas, escondiam uma predileção por doces e chocolates que tornava a diabetes a única doença realmente preocupante naqueles dias, os dias passavam calmos e tranquilos com todos empenhados em seus afazeres diários e com a população reduzida não havia quem não tivesse o que fazer. Adoram se divertir como crianças levadas, mas, são incapazes de maldades propositais, os animais de estimação eram seus companheiros inseparáveis e eles os levavam a todos os lugares que foram adaptados as necessidades dessa estranha e alegre sociedade, que colorida, seguia tranquila seu próprio ritmo, coordenada pelos olhares atentos de seus observadores sapiens que ainda conseguiam se reproduzir por meio de clonagens do DNA original humano que era guardado pela sabedoria ancestral e que não poderia ser oferecida aos zikz, pela falta de condições cognitivas inteligentes para o seu completo entendimento e aproveitamento utilitário. Sabedoria que só seria de novo absorvida e vivenciada se de novo os sapiens voltassem da sua extinção sumária e dominassem esse planeta outra vez, mas como na realidade era impossível que dois seres sapiens concebessem outros seres sapiens como eles, por meio natural, pois o bebê nascido sempre era um zikz, a única solução para continuar gerando homo sapiens era a clonagem sucessiva que estava degenerando cada vez mais os últimos sobreviventes que tinham que se manter em isolamento absoluto nos locais mais frios e distantes do planeta para evitar o contato com o zika vírus que flutuava no ar como o pólen das flores nas asas de um mosquito ‘Aedes aegipt’ e se tornara mortal para os sapiens remanescentes e em nada comprometiam a vida dos zikz. Nesse isolamento eles vagarosamente definhavam e observavam suas crias menos favorecidas aproveitarem o maravilhoso planeta paradisíaco que sempre foi o lar dos sapiens, que na sua infinita inteligência não soube cuidar dele como os zikz o fazem agora, uma dor e um arrependimento brota de cada consciência sapiens ainda viva no planeta, mas, uma certeza absoluta de que estava tudo como devia estar, tranquilizava cada um dos últimos homo sapiens vivos na hora de sua morte inevitável… ao verem a harmonia em que aqueles seres deformados como gnomos, viviam e interagiam entre eles e todos os demais seres do planeta, uma certa inveja disfarçada de lição de vida tomava conta de suas certezas vagas de futuro como espécie em franca extinção, a certeza de que o planeta estava em boas mãos e que quando o último sapiens deixar a vida pra trás apesar dos erros de sua espécie seus frutos e suas histórias ainda continuarão a serem exibidas ‘ad eternum’ nas telas de tv dos zikz que nunca entenderam como se fazia aquilo, por isso a tv zikz vive de reprises, que eles chamavam de ‘a mágica dos nossos pais que desceram das estrelas’, em seu dialeto incompreensivel para um humano de hoje… e… quando uma imagem da lendária e última supermodelo terráquea chamada carinhosamente de ‘Gigi’ surgia nos comerciais e os zikz a olhavam com suprema admiração, reverência e interesse no que ela ‘vendia’ na televisão, ficava sempre claro pra eles que os seus pais das estrelas eram simplesmente lindos e fantásticos como os próprios deuses que habitavam os céus e que de lá estavam nos observando e zelando para que nenhum mal pudesse acontecer…e…tenho dito!!!,-) #ET #Ênio #Dito #cujo #o #próprio

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