…viagem macabra…no Brasil Central !!!,-) #horrorshow

The Beyond Forever Wedding set by the Paper Paramour, much needed for your special day.

…Dizem que em um tempo que todos preferiram esquecer,  por óbvias razões, eu suponho, teve um restaurante aqui perto, numa dessas ruas curtas paralelas com a rua de baixo, numa dessas ruas, dizem que houve um restaurante que fez freguesia na época com pratos requintados de preços acessíveis, com um cardápio variado de carnes de caça, dizem que o javali com molho de frutas vermelhas era um absurdo de bom, o dono, um senhor de idade avançada, estrangeiro e fugido de uma guerra dessas qualquer que ele próprio se recusava a comentar quando chamado a isto, pois então, disseram até que tinha conhecido Hitler na Alemanha, aliás, depois da descoberta dos crimes, falou se de tudo até que um novo e apavorante escândalo tomasse conta dos corações e mentes chegadas a curiosidade mórbida que  é peculiar aos seres humanos… não se encontrou vestígios que provassem o que de fato se passou ali, naqueles tempos, até porque o absurdo que se pretendia provar era por demais absurdo para aquele pacato lugar perdido no meio de um vale, cercado por montanhas íngremes que fazem parte de um importante conjunto geológico e que é muito procurado por turistas ecológicos e caçadores de aventuras de todos os cantos, lamentavelmente não devo citar mais referências para não expor tão encantadora comunidade, por receio que possam recomeçar as especulações e que novamente o medo e receio dos visitantes que viajam até lá, possam, ao se ausentarem, causar ainda mais males a antiga comunidade que sofrida sobrevive do turismo, sem muitos recursos mais além da sua beleza natural que por si já é um tesouro imensurável para quem sabe ver o valor das coisas, o valor das coisas…bem, dizem que na época tinham passado por uma equipe de cinema ou tv, que utilizou o belo lugar como locação para um filme, um programa de tv, ou um documentário, não sei direito sobre isso, só me disseram que por conta dessa divulgação o lugar ficou lotado por duas ou mais temporadas ininterruptas e o moimento frenético de chegada e saída dos turistas impedia que os moradores locais se aproximassem mais dos visitantes como em épocas anteriores, por isso não se perceberam de imediato o sumiço de algumas pessoas, incluindo moradores locais, que foi o que despertou a desconfiança de todos por se tratar de lugar pacato e brejeiro com aquele ar de interior que nas férias parecer ser tudo o que precisamos… eu mesmo movido por uma incontrolável vontade de me aventurar país adentro, naquelas férias me deia ao luxo de sair em busca do meu “el dourado”, do meu “faroeste caboclo” e num tipo de “road movie”  fui me nessa “easy rider” ouvindo uma coletânea de trilhas de filmes de faroeste tipo trilha de abertura de “Daniel Boone”, que um amigo da minha mãe gravou pra ela e eu copiei pro meu “pendrive”, com muito assobio, que adoro quando vou dirigir pelas “estradas de santos” do interior do Brasil… como companhia  somente um cão de caça, um “americano” de dois anos que apareceu lá por casa um tempo atrás e se tornou meu companheiro constante pois ele adora sair de casa, aliás eu penso que, por ele ter passado algum tempo na rua, antes de aparecer no meu portão, a verdadeira casa dele era a rua, o mundo, eu comodista como qualquer pessoa depois dos 30 anos, me obrigado a ter que leva-lo para passear ao menos uma vez por dia se não ele ficava triste, como meus outros três cachorros são menores e adoram ficar em casa fazendo bagunça pra me manter ocupado com eles, eu passei  levar o aventureiro comigo, pra onde fosse. Adoro acampar, pescar, festas em florestas, uma vez fui numa festa em uma caverna, tipo uma rave eletrônica que fazia tremer as paredes da caverna que iluminada por lazer colorido ficou fantástico, nem percebemos o risco que corremos de um desmoronamento… enfim, os riscos de uma aventura podem ser mortais, sabiam… pois dizem que lá nesse restaurante que foi aberto pelo senhor estrangeiro, que resolveu investir no lugar, então dizem que uma certa vez, dois ajudantes do cozinheiro que era o dono do lugar, chegaram bêbados logo cedo, para começar a preparar o café da manhã para os clientes, o hotel da cidade que fica numa rua acima, estava lotado naquela temporada, então contam que os dois ajudantes viriam de uma festa onde beberam muito e experimentaram outras drogas que os jovens turistas traziam para aumentar as emoções nas cachoeiras deslumbrantes e nas corredeiras dos rios gelados perfeitos para ‘rafting’ , dizem que levaram uma mulher que seria uma mendiga, louca ou sei lá o quê, para os fundos do restaurante e ao tentarem  estupra-la acabaram por mata-la acidentalmente e sem saber o que fazer com o corpo eles resolveram esconder na câmara frigorifica do restaurante, onde se guardava os perecíveis que vinham da cidade grande mais próxima pelo menos uma vez por semana, já que a cidadezinha fica um pouco isolada do resto do mundo. Dizem que no dia seguinte os dois tiveram a ideia de desmembrar lhe o corpo morto e retirarem suas carnes imitando os cortes que se fazem em animais de caça para a utilização nos pratos do restaurante, os ossos foram picados fervidos e jogados aos cães, felizmente meus cães não estavam presentes para o sinistro banquete, não se sabe quando nem como o dono do restaurante ficou sabendo do horrível crime dos dois ajudantes de cozinha dele, mais dizia se que o senhor idoso, proprietário do restaurante mantinha uma relação secreta com um dos rapazes, depois disseram que seria com os dois, não se sabe, o fato é que um deles despareceu tempos depois sem deixar vestígios, a família simples e sem recursos, foi obrigada a engolir a ausência do rapaz, pois não houve investigação do sumiço, disseram ser mais um caso de abandono da terra natal para procurar melhores condições de vida na cidade grande, por causa desse fato comum a todas as comunidades pobres e do interior do Brasil, a justificativa foi aceita pelas autoridades locais como sendo válida e logo depois ninguém mais falou disso… enquanto isso o restaurante seguia sempre lotado, cada vez mais lotado de turistas, visitantes e até pela sociedade local, constituída de alguns pequenos comerciantes e suas famílias, o prefeito corrupto e sua senhora espalhafatosa, o padre com algum “coroinha” impúbere com cara anjo barroco pela pele estourada de espinhas hormonais e olhos azuis e lânguidos que nunca o acompanha nas refeições, apenas o pajeava, era um entra e sai do restaurante da hora em que eles abriam as portas até seu fechamento quando o último cliente saia… quando, e somente se, saia… disse alguém em tom de brincadeira… durante alguns anos de maior movimento nas férias de fim de ano deram falta de alguns rapazes de um grupo do sul, mas quando encontraram um dos rapazes no fundo de uma cachoeira das mais afastadas, com um arsenal de bebidas e drogas no acampamento, desistiram das buscas, outras vezes apareceram algumas pessoas perguntando sobre uma ou outra pessoa que poderia ter passado por ali naquele verão, mas, nada levantou nenhuma suspeita do que acontecia ali, naquela cidadezinha pitoresca do Brasil central, durante alguns anos o restaurante ajudou a fazer a fama do lugar como lugar ideal para se ter as férias perfeitas, com suas carnes de caça e pratos exóticos que em nada lembravam a culinária tradicional local, quando perguntado sobre a sua cozinha o senhor de poucas palavras que passava o dia de lá pra cá a fazer um prato a la carte, especial para o prefeito, que mandava o motorista da prefeitura ir buscar todo dia as 11 horas da manhã, que era a hora em que ele chegava para trabalhar pela comunidade local, que sempre o agradecia lhe concedendo o seu voto na época do pleito, ninguém nunca se referia ao fato de o prefeito ser o dono de todas as terras do município e as pessoas em sua maioria eram arrendatários dele, eram na verdade colonos dele… no meio desse cenário rural com suas peculiaridades de sempre, desde que o mundo é mundo, dizem que logo depois que alguns estrangeiros que falavam a mesma língua do senhor dono do restaurante, língua esta que nunca foi claramente identificada, diziam ser alemão por conta da história da foto com Hitler que supostamente teria sido vista por alguém no pequeno cômodo que o senhor usava como aposentos no andar superior do velho prédio onde funcionara o restaurante desse história macabra. Contaram-me que depois de alguns anos em que apareceram vários conterrâneos do tal senhor, que ninguém conseguia pronunciar lhe o nome por isso um apelido lhe foi dado pelos populares que o usavam pelas costas do tal senhor e a contara gosto seu, diziam que tinha uma calma perturbadora, uma quietude enérgica e um olhar violento, mas tudo isso depois que se soube dos fatos macabros, antes porém, era visto como um senhorzinho pacato e humilde tentando dar algum sentido a sua velhice e ao gordo salário de aposentado de alguma patente militar do exercito do seu pais, mas, ele não teria vindo parar aqui por que estava fugindo de uma guerra? Vá entender as conversas alheias…e… nessas conversas fiquei sabendo que uma enchente que inundou o pequeno rio de aguas escuras e frias que corre pelo centro da cidade que se formou em torno do seu serpentear pelo vale verdejantes entre as colinas que se estendiam pra cima elevando o olhar para o céu  de nuvens altas e fofas, tão brancas que me obrigou a cerrar os olhos pela claridade do dia quente em que tomei ciência desses fatos entre uma pinga e outra na procura de uma prosa que me ocupe os pensamentos e me faça esquecer por um segundo que ali não tem, ainda, sinal de celular, somente nas encostas dos morros  mais altos, falava-se que o prefeito sempre prometia que o sinal chegaria logo, mas, como na época em que a televisão chegou, com décadas de atraso em relação aos outros municípios, teve uma vez que dizem que uma emissora de tv da capital iria mostrar os atos corruptos do prefeito local, e no dia do programa, na hora do jornalístico em questão, a tv saiu do ar e só voltou no outro dia, coisa comum no lugar que tinha sua antena retransmissora nas terras do prefeito, que também era dono do único jornal e da rádio am que levava as noticias para os moradores do isolado local perdido no Brasil central…pois então dizem que depois da visita dos estrangeiros amigos do dono do restaurante, quando por muitas noites se viram muito movimento a portas fechadas, que os habitantes preferiram entender que se tratava de confraternizações entre patrícios, nada mais que isso, depois surgiram histórias horripilantes de rituais macabros e satanistas com todo o tipo de detalhes sórdidos que possam interessar aos habituados a sua curiosidade mórbida. Mas o que existe de verdade mesmo, se é que alguma coisa nessa história é verdadeira, é que quando da maior enxurrada que a cidade já sofreu em longos anos de inundação periódica e desabamentos regulares nas épocas chuvosas, tempos em que o prefeito distribuía o “auxílio aluguel” para ser usado pelas famílias carentes e desabrigadas nas casinhas igualmente ameaçadas de risco de desabamento de propriedade do prefeito e de sua senhora, o motivo da investigação divulgada pelo jornal da capital e que foi logo esquecida, passada pra trás por uma outra falcatrua qualquer de maior monta…pois é…mas voltando ao assunto da enchente, diz que quando as aguas baixaram no lugar onde ficava o restaurante, que havia desmoronado por se tratar da estrutura mais antiga da rua, a única que denunciava a arquitetura ancestral que remontava ao período colonial, quando da fundação da cidade apoio para as rotas de comercio da época do império, quando essas aguas baixaram, revelaram um verdadeiro ossuário humano no que deveria ser um deposito num porão abaixo do nível da rua… no inicio pensou-se  tratar  se de algum local remanescente da época da escravidão pois dizia se que era naquele terreno que se deixavam os escravos amarrados enquanto seus mercadores pernoitavam ou festejavam com as mulheres locais, mas quando um perito de férias na cidade vizinha examinou o medonho conjunto, disposto por tipo de osso, fazendo o local dos crânios um cantinho esdrúxulo que todos se benziam ao ver a cena pavorosa, pois diz que quando este perito descobriu que os ossos tinham sido cozidos, e apresentavam sinais de condimentos e marcas de lâminas serrilhadas que lembravam as das facas de mesa para carnes, como as que se usa para comer churrasco, quando isto ficou evidente, o prefeito mandou o delegado recolher tudo e guardar em local ignorado, depois que o falatório começou, e também por causa das enchentes daquele ano, que deixaram a cidade praticamente destruída necessitando de muitos reparos, os turistas sumiram como as revoadas de pássaros ao anoitecer, o trabalho duro da reconstrução da cidade afastou os pensamentos sobre o que realmente acontecera ali naquele lugar, perguntei sobre o paradeiro do senhor dono do restaurante, mas ninguém soube me dizer, uns disseram que seus patrícios o tinham levado embora por causa de sua velhice avançada, outros disseram que teria sido internado em um asilo para velhos, outros disseram até que ele havia morrido na enchente enquanto dormia com o seu fiel ajudante de cozinha, disseram até que tinham sido enterrados juntos com os outros mortos da enxurrada daquele ano, sim, sempre morria alguém nas temporadas de chuvas torrenciais quando estas existiam ainda por ali, antes de toda essa mudança climática que agora na época de estiagem, transforma as quedas d’água, antes caudalosas, em filetes brancos que o vento leva como um véu transparente e que as vezes nem chega ao solo, deixando o leito ressecado dos rios enlameados e fedidos pelos peixes mortos… o fim de semana passou e disse pra mim mesmo que iria voltar para ver se conseguia alguma prova do que me contaram, mas, a correria da vida e meu trabalho junto com os meus cachorros não me deixaram mais voltar naquele  longínquo e belo lugar perdido no Brasil central, mas posso finalizar dizendo que me contaram que o prefeito da época morreu de uma das duas doenças que mais ocorrem naquele lugar, e que durante o período subsequente aos fatos narrados aqui, os clientes mais assíduos do restaurante e que moravam na cidade, todos foram acometidos pelo mal de Alzheimer e Parkinsons, havendo até mesmo o aparecimento de uma doença degenerativa rara que chamam de Prion, e que só ocorre em populações adeptas do hábito primitivo do canibalismo… verdade ou não o fato é que tanto o Alzheimer e Parkinsons, também podem ter como causa o consumo regular de carne humana…isto já faz muito tempo mesmo, meu  companheiro de viagem, meu cão caçador hoje nem mais é dado as longas caminhadas por causa do peso da idade e é responsável pela perda da única prova que consegui trazer comigo depois de saber desse caso, uma falange ou falangeta, não sei bem, que teria sido cozida como as outras partes humanas e que comprei de um amigo do senhor que me contou essa história no pé de um balcão de madeira que cheirava a séculos, uns amigos a quem contei essa história horrenda em uma noite como essa de hoje, fria e chuvosa, entre goles de um bom vinho e considerações sobre canibalismo e nosso horror contemporâneo a essa pratica aparentemente extinta dos nossos hábitos, esses amigos me disseram se tratar de um osso de galinha ou pato quando eu os mostrei a  “relíquia”, mas antes que pudéssemos analisar  sob a luz da ciência, com uma bela pesquisa no google, o meu caçador americano que espreitava o ossinho apetitoso, voou na mão do meu amigo…e…lá se foi nossa prova, alguém ainda sugeriu que eu olhasse no seu coco no dia seguinte…mas…no outro dia, uma segunda, o último assunto da minha atarefada agenda seria sobre canibais e afins, não né? Assim preferi escrever sobre isso…e… ver um filme de zumbis no netflix…!!!,-) #como eragostosomeufrances

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