O loft do primeiro ano novo do resto de nossas vidas!!!,-) #memorabilia

beco-20151120_mutirao-161215

…exatamente o prédio vermelho na frente do caminhão amarelo!!!,-)

 

#audiorecord #4567 #primeiracopia #100edição

…foi…um ano difícil aquele…lembro bem, todos os meus amigos estavam divididos em curtir a recente liberdade que a juventude adora, pois eu e quatro amigos alugamos um prédio antigo numa região de um antigo mercado público que fora desativado a muito tempo, sendo ocupada, como em toda metrópole, por pessoas interessadas em baixos aluguéis quase sempre para abrigar um comércio pequeno como os bares de reputação duvidosa a noite que atraiam toda a sorte de pessoas sem rumo…mendigos se abrigavam nas marquises dos prédios perfilados lado a lado formando pequenas alamedas pouco iluminadas que nada lembravam o que se conhece como os recantos do Distrito Federal, até porque na cidade satélite em que essa história se passou o padrão da urbanização não é assim tão futurista quanto o Plano Piloto onde a famosa capital se mostra monumental como sempre e como sempre totalmente dissociada das suas satélites onde as muitas pessoas que circulam por Brasília invariavelmente moram…então nessa espécie de “apartheid” candango e nesse pitoresco ex mercado tipo municipal pra contextualizar melhor a situação…logo que o dia nascia, tudo mudava, as pessoas aparentemente sem rumo que habitualmente frequentavam os um ou dois inferninhos que ali funcionavam como guetos de prostitutas e travestis, essas pessoas sumiam junto com os mendigos das marquises que rumavam para o sinal mais próximo para importunar as pessoas com sua ocupação de pedinte, em alguns dias uma feira livre itinerante se instalava por ali, transformando o lugar em um local movimentado com suas donas de casas e feirantes a gritar…lembro do cheiro das barracas de peixes que sempre eram montadas perto do predinho em que alugamos com a intenção de servir de moradia, atelier, lugar de encontros com amigos, quem sabe até algum buteco charmoso pra alterar a cara do lugar, esse plano foi logo abortado pois na nossa “open house” não rolou uma integração com alguns convidados e os personagens habituais do lugar, enfim, depois de resolvido esse impasse, preferimos nos concentrar em nossos planos sem incluir muito os tais personagens…durante o dia podia se ver uma oficina mecânica um comercio de produtos nordestinos um pequeno bazar, algumas lojinhas tipo tem de tudo e matériais de construção, tinha até uma loja de ferramentas com os vendedores mais bonitos do lugar, ah e tinha também uma antiga lavanderia que passava a maior parte do tempo fechada, e ainda tinham outras lojinhas como a nossa onde não se podia saber o que acontecia lá dentro pois estavam sempre de portas fechadas e muitas serviam apenas de residência para pessoas que invariavelmente só chegavam a noite dos seus trabalhos…assim começamos a nos preparar para nosso primeiro réveillon juntos no nosso “loft portuário”…combinamos de passarmos o natal com nossos pais e parentes e nos encontraríamos para uma grande festa de ano novo onde convidamos todos os nossos amigos, estávamos ansiosos, nos esmeramos em tudo, realmente estava incrível a decoração que bolamos, foi a primeira vez que nos envolvemos em uma produção de festa, mal sabíamos nós que o destino nos reservava por algum tempo essa ocupação para ganharmos algum dinheiro, e ganhamos muito dinheiro com essas festas mais isso é uma outra história, pois esse nosso “debut” sem sabermos foi a maior decepção da nossa jovem e iniciante vida adulta compartilhada entre amigos, depois que terminamos tudo e esperávamos os nossos convidados, percebemos o movimento natural da importante data com o diferencial que todo mundo estava bem arrumado, não se viam cobertores nem os característicos mendigos, algumas luzes de alguns prédios estavam acesas revelando que como nós outros também pretendiam festejar em casa, um som de música animada e o cheiro de comida boa encheu o ar…logo entendemos que ninguém viria…sim…o lugar mal afamado nos tinha feito o favor de afastar todos os convidados, que nem ligaram para se justificar, não eram ainda os tempos da telefonia móvel, sim faz algum tempo mas não o suficiente para apagar a tristeza da rejeição sofrida em data tão importante para nós…então nós cinco nos reunimos e um pouco antes da virada do ano descemos para a rua para tentarmos interagir com os outros moradores que estavam pelas portas das suas casas, a noite da virada é uma data especial mesmo, todos se enchem de vontade de ficarem felizes e compartilharem isso com os outros…felizmente…então logo alguém veio nos cumprimentar e por causa do nosso descontentamento nos convidaram para entrarmos e nos juntarmos a eles pois já éramos vizinhos a algum tempo e nem nos conhecíamos, e lá fomos, fechamos nossa festa e tentamos nos alegrar com esse convite surpreendente, tinham umas vinte pessoas além de nós cinco, um pagode animava alguns a dançarem um pouco um churrasqueira elétrica espalhava o cheiro da carne e umas garotas muito simpáticas nos serviam as bebidas numa animação que logo nos contagiou juntamente com a visão de alguns jovens mancebos que alegremente nos cumprimentaram ao entrarmos…um dos rapazes, o mais animado chegou e disse na lata: “aí, vocês são caretas? Se quiser dar um tiro numa carreira é só dizer…” eu que não entendi nada o do que ele disse, sim em tenra idade eu muito mal bebia, e sempre passava mal, então nunca me aventurava muito em etílicas aventuras, até ali, “of course”, enfim lhe disse que aceitava a oferta mesmo apenas sabendo que queria nos dar algum tóxico como disse meu amigo entre dentes com cara de reprovação, acho que foi a cara de reprovação do meu amigo e a cara de espanto do carinha ao perceber a falta de interesse dos meus amigos, nenhum tinha ido além das cervejinhas nas boates gays até porque a grana curta que tínhamos não nos proporcionava muita coisa…então assim que ele inicia as suas desculpas achando que tinha dado um fora, eu levantei e disse; eu quero sim, obrigado e fomos para o banheiro no fim do galpão que durante o dia funcionava como oficina mecânica e uma pequena borracharia, por isso a nossa atenção ao convite para nos juntarmos a eles, sim só quatro mulheres estavam por lá e logo percebemos que todas estavam acompanhadas e tirando alguns senhores tipo tio e pai de alguém ainda sobraram várias opções para uma oportunidade de terminarmos a noite como preferíamos…acompanhados…cada um de nós com seu acompanhante, claro, tínhamos uma regra de nunca sairmos com cinco desconhecidos que fossem amigos também como nós, éramos jovens mas já estávamos de olho na violência contra homossexuais, crime que cresce absurdamente a cada ano por conta do preconceito, enfim, obviamente aquela noite não podíamos seguir essa regra afinal as nossas “presas” eram os mecânicos da oficina e a confraternização deles era tipo da firma, só que como eles eram todos meio parentes então podemos dizer que era uma festa familiar…depois que voltei do banheiro onde pude experimentar a coisa mais incrível que eu já tinha experimentado…uau…meus amigos todos já empolgadíssimos com a recepção calorosa dos novos amigos, e cada um de olho em algum pretendente, que pasmem, também estavam correspondendo o assédio talvez pela falta de mulheres de verdade e como em tenra idade todos somos apetitosos, o inferno estava criado, assim que eu consegui me entender com a substância maravilhosa que o meu partner me oferecia, percebi que mesmo ao beber um pouco mais do que de costume nada acontecia, a bebida não me embotava mais o pensamento que fluía solto, livre, me tornando a pessoa mais eloquente da sala, foi lindo, maravilhosamente vi os fogos anunciarem a chegada do novo ano em companhia mais agradável impossível, meus amigos mais próximos e novos e promissores sabe se lá o que…novos amigos? Algum namorado? Um marido talvez? Não, como dizia alguém: “com tanto homem no mundo oque é que eu quero com um só?  Eu heim, eu quero é todos” , eu fui partidário desse lema por anos até me apaixonar de verdade e amando declarar que agora só um homem fazia a minha cabeça, é claro que tempos depois nos afastamos e quando alguém queria fazer troça do meu lema, eu resolvi improvisar e dizer que sim, a partir de agora eu só queria saber de um homem na minha vida…ao ser perguntado sobre se eu ainda estava apaixonado pelo meu ex, eu disse que não, que a partir de agora eu quero somente um homem na minha vida, um de cada vez, claro…acho que estava virando adulto e isso me assustava um pouco…como me assustou muito perceber que a nossa interação com nossos novos amigos e anfitriões era perfeita…e…num rompante convidei a todos para irmos para a nossa casa ao lado para que eles vissem o que nossos amigos tinham perdido por preconceito besta de frequentar lugares inusitados por assim dizer, meu fornecedor particular que não se separava mais de mim achou muita graça da minha referencia politicamente correta que evitou o termo favela, aliás ele achava tudo que eu dizia engraçado e como eu não parava de falar ele ria o tempo todo, não sabia se de mim ou do que eu dizia, como em todas as vezes que íamos ao banheiro ele não deixava claro se ele curtia uma aventura homo, então incorporei o amigo e evitei me oferecer, tudo isso enquanto meus amigos já sabiam até os calibres dos dotes que teriam que enfrentar ao final da festa, e pareciam deslumbrados com essa possibilidade cada vez mais iminente diante do nível alcoólico de todos no recinto, por isso quando eu pedi a palavra para fazer o convite que foi aceito na hora por todos inclusive os meus amigos a quem eu nem consultei antes de tomar a decisão, habito que se tornou corriqueiro e que me levou a abandonar a sociedade tempos depois, pois eu sempre decidia tudo sozinho, é da minha personalidade…assim fomos nós de novo pra casa agora acompanhados pela nossa enturrage particular, eles, pessoas muito simples ficaram deslumbrados com nossa decoração inusitada e foram eles quem chamaram a nossa atenção para a possibilidade de trabalharmos decorando festas pois quando eles viram a nossa mesa toda coberta com quilos de sal grosso, tingidos nas cores do arco-íris formando um tapete que cobria toda a mesa de onde surgiam arandelas com castiçais de gesso branco que iluminavam o ambiente com as velas brancas que choram em dourado…enfim, em cada canto se via uma ideia legal de decoração…realmente estava tudo lindo e já quase ao nascer do dia alguém encontrou uma câmera com filmes e os registros começaram, estávamos tão empolgados nessa tarefa animada que nem notamos que chegaram alguns dos nossos convidados que bêbados nos contaram que a nossa amiga que tinha feito a confusão no dia do nosso open house havia sabotado nossa festa ligando pra todo mundo de ultima hora para dizer que a rua estava cheia de mendigos esperando por eles e que passar o final de ano num lugar daqueles era mau agouro na certa…e…assim sabendo da verdade mas sem dar importância nenhuma chamei o meu amigo fornecedor para mais um retoque, ele totalmente a vontade comigo fechou a porta do banheiro e eu perguntei pra ele porque que ele tinha ficado a noite inteira do meu lado, ele primeiro perguntou se eu não tinha gostado, eu disse que ele era a melhor companhia que eu tive em toda a história dos meus poucos réveillons passados e que só não tinha dado encima dele porque eu o respeitava e sabia que ele era hétero…e…tive medo, afinal com uma mão daquele tamanho acostumada a pegar no pesado se por acaso ele tivesse um ataque de homofobia eu “tava lascado” ele riu, que sorriso gostoso…e rindo saímos do banheiro e pude notar que no meio da pequena multidão de “figurantes” animados estavam os meus quatro amigos cada um em grupo diferente de pessoas e como por encanto nós nos entreolhamos e por um instante nós nos comunicamos apenas pelo olhar, cinco olhares inusitadamente felizes a despeito de tudo encantados como todos com o efeito das luzes da decoração que transformavam o lugar num lugar mágico onde o gelo seco de uma velha máquina de fumaça de um dj amigo nosso, criava uma névoa branca que detalhava as luzes coloridas e descia pela escada para o andar inferior ao nível da rua saindo pela pesada porta de ferro que se mantinha aberta reunindo várias pessoas que eu nunca tinha visto que se divertiam como nós, na pequena cozinha mal aparelhada um grupo animado preparava drinks tropicais com vodka e limão pois a cerveja havia acabado, embora alguém de vez em quando sempre anunciava uma vaquinha essa que nunca rolava, afinal se todas aquelas pessoas tivessem algum dinheiro elas jamais estariam ali “nos viados do beco do mercado sul”…e…a despeito de tudo e todos muito feliz eu vi o sol nascer do terraço na cobertura do prédio antigo…e… sentados no chão encostados na caixa d’agua do prédio, eu e meu novo amigo fornecedor e agora, somente por agora meu amante de mãos imensas, nos olhamos com aquele olhar de “enfim sós” que só quem precisa ocultar dos outros o seu desejo sabe reconhecer, aquele brilho que é como um start no enlevo da vontade reprimida que se rompe com tanta violência  que alguém que olhasse aquela cena jamais a veria como o resultado de duas pessoas enlouquecidas de tesão que se consumiam em paixão pura e simples depois de uma noite inteira reprimindo suas vontades pela presença inoportuna dos outros…e…naquela linda e agradável manhã do primeiro dia daquele inicio de ano no começo dos memoráveis anos 90, eu ainda guardo a lembrança inesquecível daquele encontro que mudaria a minha vida para sempre, ao recolher as nossas roupas espalhadas pelo telhado do prédio que foi o nosso refúgio até que o sol alto nos expulsasse de lá, encontrei o pacotinho já quase vazio daquele pó branco que tinha dado um novo sentido a palavra emoção, enquanto me debatia sobre as consequências que poderiam acontecer se viesse a me viciar nisso, sobre o que as pessoas da minha família iam pensar se soubessem que eu tinha usado isso, sobre o que eu pensava sobre isso, quando quase estava entrando em pânico sinto uma mão me apertando o ombro e uma voz que me tranquilizou dizendo; “você gostou disso não foi? Mas isso é somente para os momentos de grande felicidade que você tiver na sua vida…” eu me virei e vi naquele jovem um homem sábio do alto dos seus aparentes 35 anos, se ajeitar sobre o edredom jogado no chão de um jeito que lembrava os mendigos das vielas lá embaixo, aquilo me causou uma estranheza de repúdio e desejo…de nojo e vontade que fez com que eu pela primeira vez ate ali tivesse o ímpeto de tomar a frente das coisas não só esperar passivamente a atitude do meu amante completamente entregue a luxuria naquela primeira manhã daquele ano no início dos anos noventa, num impulso me lancei sobre ele que sem resistências cedeu ao meu ataque por pura curiosidade do que eu iria fazer pois devido a nossa diferença de tamanho eu jamais seria capaz de subjuga lo, e antes que ele me impedisse derramei todo o conteúdo branco daquele saquinho de plástico transparente no peito largo, liso e queimado do sol da labuta diária sem camisa, quando ele disse o que você vai fazer…eu peguei um canudo posicionei no peito dele e aspirei uma longa e fina carreira daquele pó maravilhoso que parecia brilhar com a luz do sol, ele espantado com minha atitude inusitada, sorriu aquele sorriso gostoso dele e disse: “que pena que acabou pois você me deu uma ideia que eu vou fazer contigo…você vai gostar, até já sei…”, eu completamente envolvido pela sensação mais maravilhosa que já havia sentido, não tive dúvidas com uma lambida bem devagar passeei pelo seu peito me demorando nos seu mamilo entumecido e depois de recolher o último vestígio daquele pó branco de gosto estranho e anestésico subi até seus lábios carnudos embaixo daquele bigode escuro e espesso que tinha um gosto acre do álcool consumido e fitando fixamente seus olhos que pareciam de vidro pelo uso da cocaína, colei minha boca dormente na dele e dividi com ele o gosto estranho e anestésico recomeçando mais uma vez o ritual antropofágico que ninguém que visse diria se tratar de um ato de amor de duas pessoas que nem sabiam ao certo o que seria isso, eu por ser muito jovem e sem muita experiência na vida que eu escolhera pra trilhar…e… ele por nem saber o que ele estava fazendo ali naquele telhado, deitado nu aos beijos com outro homem…como ele confessou depois daquele longo e cinematográfico beijo e tudo mais que rolou a seguir naquele ensolarado telhado, eu já acostumado as realizações das minhas esdrúxulas vontades homo afetivas, tranquilamente perguntei se ele  havia gostado…ele meio sem jeito me confessou que estava achando tudo muito estranho e não sabia se “gostado” era bem a palavra, então eu um pouco irritado disse; “mas você gozou como como eu nunca tinha visto ninguém antes…”, ao que fui interrompido por um:”…mas também, qualquer um…”, eu paralisado pela revelação súbita que a minha performance havia agradado e me sentindo feliz como nunca me ajeitei de novo ao seu lado naquele ensolarado telhado e olhando espantado como já ia alto o sol passamos a discutir que horas seriam afinal e o que havia acontecido com a festa e as pessoas lá embaixo tamanho era o silencio daquele inicio de dia…eu não tinha certeza de mais nada depois dali e sem coragem  de encerrar aquele encontro ficamos até a noitinha escondidos naquele telhado como se fossemos as únicas pessoas do mundo…e…quando a noite se apresentou inteira saímos do nosso esconderijo silenciosamente sem ser visto por ninguém já que as poucas pessoas que restavam em meio aquela bagunça típica de fim de festa eram os meus quatro amigos todos dormindo acompanhados espalhados pelos colchonetes que usávamos na hora de dormir já que não existiam divisórias que funcionassem como quarto, após cuidadosamente olhar a rua pra ver se tinha alguém por ali que pudesse ver meu acompanhante sair, prevenindo maledicências desnecessárias a ele e a mim, pude notar uma rua tranquila e vazia pois nenhum dos pequenos comércios noturnos haviam aberto suas portas hoje, despedimo-nos amigavelmente e nos encontramos por outras duas vezes antes dele voltar pro nordeste de onde ele veio, nunca mais nos vimos…depois que meus amigos aderiram ao uso cada vez mais constante daquele assustador e maravilhoso pó branco, e nosso loft se transformou num concorrido lugar de festas homéricas, com todo o “sex, drugs & rock and roll” que o período da juventude pode suportar, o sucesso das festas se transformou em negócio lucrativo onde até uma boate nós chegamos a ter numa região mal afamada como a que escolhemos pra morar, a boate durou somente uma temporada pois todo o lucro que tínhamos era gasto com as nossas festas particulares que começavam logo assim que o último cliente pagava a conta e saia, de portas fechadas ficávamos “en petit comitte”  até a abertura das portas da casa novamente, mesmo com toda a juventude era uma rotina desgastante e depois de uma estafa, que me afastou por um tempo da noite e dos meus amigos e do loft, tempo que coincidiu com a morte de Renato Russo, que era adorado por nós cinco e que nos levou a um luto que nos transformou em “darks” por um tempo e as pessoas mais requisitadas para a produção de festas temáticas quando nem nós sabíamos o que era isso, nos anos que se seguiram a explosão das drags queens e as festas GLS tomando conta do cenário noturno nós cinco passamos de jovens a jovens adultos até nos consolidarmos como adultos e já bem distantes daquele prédio no mercado sul e todos já com suas próprias prioridades como todos os adultos, nos separamos para vivermos cada um nossas vidas e nossos amores e sobretudo o nosso trabalho…cada um seguiu seu caminho…hoje não nos vemos mais, cada um de nós vive em algum lugar onde o outros nunca podem chegar…por não saberem onde fica…não sei se a essa altura eles ainda usam drogas, nem se estão vivos, mas não penso muito nisso, tenho medo de ficar triste, por isso não penso em muita coisa da minha vida…já que a vida foi feita pra viver e não pra pensar…pra pensar…Feliz ano novo!!!,-) #BB

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