era uma vez uma páscoa num bordel na bahia!!!,-) #mimoso #laurinhafigueiroa

images (1) …foi…mais ou menos assim: sabe aqueles momentos em que parece que tudo, tudo deu errado na sua vida, muito embora isso seja talvez apenas o ponto de vista de um cocainômano em fim de carreira sobre si mesmo, pois muito bem, bem, quem já se sentiu assim e ainda não se considerava depressivo sabe do que estas palavras querem dizer…e…então o telefone toca, sim imensos telefones com fios presos a parede e até discos numerados, uma coisa…o que será que seria das grandes aventuras modernas sem a participação do telefone? sei lá…só sei que foi assim: do outro lado um grande amigo que fazia shows de dublagem em boates, queria saber se eu estava disposto a acompanhar uma rica cafetina de um bordel numa cidadezinha da Bahia, a escolher os vestidos de noite que ela levaria para as suas meninas usarem na festa de aniversário dela própria, o que, de acordo com meu amigo era o evento mais aguardado do ano na tal localidade, ouvindo isso meus pensamentos voaram por sobre o lendário “bataclan” imortalizado no romance do grande Jorge Amado: “Gabriela” que revelou Sônia Braga no papel principal na  adaptação para telenovela em 1975…como voam meus pensamentos…sem prestar muito a atenção nos predicados da grande dama que o meu amigo contava a fim de me convencer a aceitar o convite para um “fashion adviser consult”…levado pelas mãos de Maria Machadão, lá fui eu encontrar com a “entourage” do interior bahiano…ao chegar no lugar marcado me foi apresentada “Marinnês” que depois soube ser “marinetes” em registro de nascimento e como seu aliciador que ela chamava de meu coronel, o homem a quem ela tudo devia, tinha a nominado Marinês, pois segundo dizia em francês a letra “t” não se pronunciava e acentuava a pronuncia para marinês, ainda com sono e sem parar de pensar em Gabriela e Maria machadão não dei muita atenção ao exercício de finesse e cultura que a senhora exibia na intenção de me impressionar, isso meu amigo já tentava desde o telefonema logo cedo e depois entendi o porque da insistência, ao final do dia com as devidas compras feitas, depois de rodarmos toda a área comercial da cidade, foi me feito o convite formal para a festa…e….de quebra atuaria como assistente de produção do meu amigo que iria se apresentar como o grande show da noite de celebração do “XX”( realmente não se podia dizer a idade dela, poderia ser qualquer uma entre 45 e 88, dependia do angulo, da luz e da hora que iluminava a sofrida criatura!!!,-) aniversário de Marinês do Mimoso, que era com se chamava e/ou chama o lugarejo dos acontecimentos que irei relatar, com um misto de curiosidade e por fuga do tédio aceitei o convite, até recebi uma soma a mais para pagar as despesas de viagem, que ao que soube demorava quase 24 horas pelas estradas do oeste baiano, levaríamos algumas peças da ambientação do evento como arranjos de flores algumas cortinas e outros adereços, digamos mais íntimos e pessoais, se é que me entendem…na data certa que, pasmem, era na época de páscoa, mas felizmente a festa seria no sábado, aleluia, imaginem uma festa num bordel numa sexta feira santa…curuzes…seria de trazer mau agouro pro resto da vida da criatura, eu hein…depois de 32 horas de viagem num veículo em que se podia ver a terra da estrada pelo chão do carro velho que fora nos buscar em outra localidade, chegamos já tarde da noite num lugar ermo, cortado por uma estrada de terra que parecia ir do nada para o lugar nenhum, quase nenhum poste de luz elétrica se podia ver no que tinha a intenção de ser uma área urbana, sim era apenas uma intenção…cansados e chapados de tanta maconha do cabrobró que encontramos pelo caminho, que teve direito a pneu furado e travessia de balsa…dormimos instantaneamente após guardadas as encomendas e uma olhada pelo local, somente um bar típico de beira de estrada estava funcionando, diziam com a conivência do pároco local e que bebia e ria ruidosamente numa mesa ao fundo do lugar vazio, e que efusivamente abraçava um garoto com feições caucasianas que me disseram ser o “cristo” da via sacra, e, sim eles eram namorados e precisavam de um lugar discreto para seus encontros, ao perceber que o papo era completamente eclesiático na única mesa a ser servida pelas meninas de Marinês, perdi o interesse na situação bizarra e fui dormir num quarto onde já se encontrava meu amigo desmaiado, o lugar era digno dos diretores de arte de Almodóvar em inicio de carreira, flores de plástico, imagens sagradas junto com cerâmicas utilitárias e decorativas que deixava tudo com cara de casa de avó, muito crochê e rendados sintéticos…e…uma autêntica colcha de “chenille”, amarela com flores cor de rosa fúcsia e uma franja laranja, deitei me ainda ouvindo os ruídos ecoando pelo teto do casarão que não tinha forro e onde se via fios correndo pelos caibros do telhado colonial e lampadas fracas penduradas no teto que ao balançar fazia as sombras moverem se como fantasmas…o cansaço era tamanho que apaguei como se piscasse os olhos, como se somente tivesse fechado e aberto os olhos, o que denunciava a passagem de tempo era a claridade que banhava o quarto que mesmo com as pesadas janelas de duas águas, fechadas, em madeira velha pintada de azul desbotado e descascado nos frisos, a luz do dia tornou tudo mais kitch, acordei achando interessantíssima a decoração e arrependi me de não ter trazido uma máquina fotográfica pra registrar esse momento bordel no oeste da Bahia…e…ainda não era o tempo dos celulares e smartsphones…percebi que meu amigo já tinha se levantado e pelo alarido de gente já deviam estar organizando a festa. Levantei me, encontrei uma jarra e uma bacia junto uma toalha já usada, me arrumei depressa  sai do quarto e me deparei com um longo corredor central sem nenhuma janela ladeado de portas pintadas em azul com pequenos números em cima, eu estava no quarto 12 no fim do corredor, só então me lembrei que estava em um bordel, o corredor dava em uma ante sala abarrotada com caixas incluindo as que trouxemos ontem, ligada a essa sala tinha o bar, por onde entramos ontem e uma outra salinha como uma recepção de hotel com um balcão de fórmica branca muito desgastado mais absolutamente lustroso, do outro lado se encontrava uma criatura exótica de sobrancelhas muito finas que me recebeu com um misto de alegria e desdém: “acordou bela adormecida, quer tomar café, meu nome é Laurinha, Laurinha Figueiroa, como na novela.” eram os dias da famosa novela “Rainha da Sucata” com a divina Duarte e Menezes em Glória, que tipo escolheria o nome da vilã? mas preferi ver a homenagem a fina dama empobrecida de alta sociedade e que logo vi ser o ideal performático da pessoa, que depois vim a saber ser a gerente e braço direito da rainha dessa sucata em forma de bordel, saímos por uma porta lateral que dava acesso a uma extensa varanda típica das casas coloniais, com muitas janelas e varias portas duplas com muitas mesas sendo lavadas, com equipamentos de som de uma banda, com muitas pessoas trabalhando na montagem, do que parecia se cada vez mais com um palco, Laurinha, me levou para uma cozinha fora da casa principal que formava um “L” onde uma varanda menor levava até o fim do terreno com um grande pátio de chão batido onde algumas Mulheres varriam e jogavam água enchendo o ar quente com cheiro de terra molhada e que lembrava chuva, como comentei e fui logo repreendido por que chuva hoje seria uma desgraça, como disse uma senhora que logo foi se em busca de um ovo e um pires para uma mandinga anti chuva para alguma divindade, a mesa posta para o café ainda contava com algumas pessoas que conversavam entre a revoada de moscas que pousavam no pão e na manteiga e que só eu tentava afastar abanando com as mãos, meu amigo que se encontrava a mesa, me chamou para sentar me ao seu lado e entre dentes me disse para de abanar as mãos, “pois aqui parece que ninguém se incomoda com essas moscas”…então…quando em Roma, aja como os romanos, entrei fácil na conversa… e… já me encantei com um garoto forte, meio truculento que dava ordens a outros rapazes quase bonitos como ele também, as marcas de uma vida difícil evidenciavam uma rudeza que os enfeiava mas que era absurdamente sensual com seus corpos fortes e suados cobertos por pouca roupa, já gostei do lugar, volta e meia esse “capataz” vinha até nós e dava palpites no assunto que falávamos e aí soube que era o filho mais novo da dona Marinês, como ele a chamava, não entendi o por que do tratamento quando mãe seria o mais óbvio, logo que dona Marinês chegou com mais um grupo de mulheres quis saber dos preparativos nos cumprimentou mais não deu muita bola pra nós talvez pela ansiedade da festa pensei, Agemiro, o filho da…dona Marinês, já praticamente meu amigo de infância perguntou se eu e meu amigo não queríamos andar a cavalo pela cidadezinha enquanto arrumavam e limpavam a casa, pois nosso trabalho só seria feito quando tudo estivesse limpo e como o tal trabalho se limitava a distribuir arranjos e cortinas e a trocar uma peça daqui pra li, resolvemos dar uma volta não a cavalo pois, nem sei como se faz isso, como disse ao Agemiro que preferia ser chamado de Miro, que rindo meu medo, arrumou nos duas bicicletas, a minha com cestinha e tudo, onde colocamos uns pães, frutas e água para o passeio e lá fomos nós pedalar pela cidade, que muito pobre, se resumia a algumas casas de pau-a-pique com cobertura de palha, na maioria delas, realmente dentro do contexto do cenário o puteiro era um palácio, fora isso era um belo lugar com jequitibás imensos em meio as arvores frutíferasnativas e um belo rio que cortava a estrada já no fim do lugarejo, onde mulheres lavavam roupa em lages de pedra com suas bacias reluzentes de alumínio amassado, enquanto as crianças  brincavam nas águas escuras do rio e onde mais adiante alguns moleques ensaiavam uma pesca com varas improvisadas e farinha de mandioca como isca, junto de uma fogueira que parecia ser pra assar o peixe pescado, as crianças logo nos notaram e vieram nos cumprimentar e logo estávamos de papo com as lavadeiras que queriam saber quem e de onde éramos e eu interessado pelas atividades pitorescas dessas pessoas que nos tratavam como se fossemos importantes, afinal éramos da “capital” como designavam todos os que moravam em “cidade grande” e que alguns até já tinham visitado por vez de um ou outro tratamento de saúde de algum parente, sem hospital ou posto de saúde me perguntei como era viver assim…o tempo voou e quando percebemos já era quase no fim do dia, o sol começou a  anunciar se por e mesmo com preguiça de voltar pro bordel, resolvemos encerrar nosso banho de rio, que delícia, apesar de eu não me sentir muito confortável com as histórias de pequenos peixes que entram pelos nossos orifícios  e que até matavam de vez em quando, ao perceberem meu pavor todos riam…por isso preferi mesmo voltar e me banhar com a segurança de um chuveiro de preferência quente e muito shampoo  nada bio degradável, afinal urbanóide como sou, esse momento rural deve ter sido algum “resgate cármico”…ao chegar no bordel, todos estavam preocupados conosco e como tudo já estava em seu lugar, foi só uma questão de ajustar o ambiente, tentei tirar um “senhor do bonfim” que estava no meio de umas garrafas de cachaça na prateleira da parede do bar, ao que fui repreendido por se tratar do santo de devoção da dona Marinês, tentei então mudar as garrafas para um outro lado e ao final uma ajudante que era também uma das meninas do bordel, chegou perto de mim e pela primeira vez falou comigo dizendo que parecia que o santo estava feliz em ter perdido a companhia das garrafas de cachaça, achei graça e começamos a conversar quis saber como ela havia parado ali, tão jovem e bonita, podia estudar e trabalhar em outro lugar…ela disse me que na maioria das vezes os pais levavam as filhas pra fazer a vida na Marinês por algum favor, agradecimento ou arrimo de família…mas não revelou o seu caso específico e que tudo o que elas consumiam ali era anotado e descontado dos programas que faziam e que logo todas estavam endividadas com a dona do bordel e então ficavam a espera de que algum caminhoneiro as levassem embora, as vezes fugidas escondidas nas cargas dos caminhões de passagem por lá, por isso os meninos criados na casa, filhos das putas mais antigas se tornavam os jagunços e leões de chácara do bordel tornando a vigilância quase constante sobre as quengas…tentei não me entristecer com essa real realidade e depois com o clima de festa, confesso, que era fácil abstrair e continuar paquerando discretamente Agemiro, que parecia gostar da situação e sempre que podia dava um jeito de vir até onde eu estava, seja pra pedir um cigarro, ou perguntar se eu fumava maconha, logo nos entendemos e ele nos prometeu arrumar um baseado logo mais a noite quando tudo estivesse pronto e a festa andando, ficamos ansiosos e temerosos pois dona Marinês detestava maconheiro e vivia implicando com o filho para ele parar…tudo estava em ordem então era a hora de nos aprontarmos afinal meu amigo ainda teria que travestir se para o esperado show da noite, na ante sala dos quartos Laurinha comandava as garotas com um secador nas mãos que mais parecia um revolver, a fazer escovas nas madeixas das garotas que ainda em trajes íntimos e até peladas riam, fumavam cigarros e bebiam como se a festa já houvesse começado a horas…e …só nós não tínhamos sido convidados, levaram nos a um banheiro fétido no fim da varanda onde ficava a cozinha e que tinha até uma fila pro banho, com trabalhadores que ajudaram na arrumação da festa, caminhoneiros que já haviam chegado logo cedo e nós, claro, que percebemos os olhares não muito satisfeitos com nossa presença, pois éramos totalmente estranhos a aquele lugar, em modos, roupas e figura, ao entrar no banheiro na minha vez, com três “necessaires”, roupão toalha e touca de banho, percebi um lodo verde escuro brilhante que cobria a parede nua de azulejos,  que mais parecia algo vivo espreitando e que, juro, parecia se mexer conforme a lâmpada fraca pendurada do teto balançava…arrependi me de não ter me banhado no rio e decidi abortar o banho dizendo que estava limpinho e não precisava, afinal com tanta gente na fila foi até um alívio para alguns, sem contar o constrangimento de estarem na presença de dois “viados da capital”…voltei para o quarto onde meu amigo já havia começado a se montar, uma hora e meia depois, ele aliás ela, agora, saiu do quarto/camarim e para a surpresa de todos exibia se em um longo de seda vermelho pomba gira, todo rebordado nas pedrarias com direito a hibiscus na cabeça e uma longa pelerine de musseline também em vermelho com acabamento em marabú no mesmo tom, o pescoço coberto por bijuterias em strass com os brincos pulseiras e anéis enormes, faziam a elegante dama de vermelho cintilar como uma estrela, todos se desmancharam em elogios e perguntas sobre o traje…meu amigo estava apreensivo, após saber através de Laurinha que uma travesti já teria sido “abatida” em pleno show por um bêbado da platéia tempos atrás, que a atingiu com uma garrafa de cerveja arremessada em sua direção, como num boliche macabro e bizarro…e…que a banda que tocava recomeçou com se nada tivesse acontecido, tão logo tiraram o corpo da bicha do palco, por isso nunca mais tinham contratado esse tipo de show, a própria Laurinha confessou que adoraria estrear um show, mais tinha medo da reação da platéia formada por ridículos machões do sertão baiano…dito isso, meu amigo, agora Stela, decidiu não mais subir ao palco para se apresentar, em hipótese nenhuma, por temer o pior, todos ficaram tristes pela decisão inclusive Marinês, que já até tinha pago parte do cachê da estrela da noite, a única pessoa aparentemente feliz era Laurinha Figueiroa, praticamente a primeira dama da casa, em seu tailleur mal cortado e em tecido sintético preto, com calças muito justas e botas até o joelho e com os cabelos presos num coque baixo e muitos cordões de ouro com brincos e anéis em cada dedo, uma figura extravagante que despertava um certo medo, talvez pelo olhar maligno realçado pelo delineador preto com sombra idem…mas, como a festa tinha que continuar aos poucos as meninas foram se arrumando e saindo para o salão, que hoje era o pátio externo todo decorado com bandeirinhas de papel no melhor estilo junino, a banda já passava o som, os garçons já estavam a postos a cozinha estava pronta pra receber os pedidos e então percebemos, eu e Stela, do que se tratava essa festa…o portão dos fundos por onde tinham descarregado as cervejas e carnes para o churrasco agora era a porta principal onde se amontoava uma pequena multidão com bilheteria e tudo e onde se pagava uma quantia módica, se recebia um carimbo no pulso em forma de flor de lis, que era o nome do cabaré como costuma ser chamado os estabelecimentos dessa ordem, e pronto o convidado já podia esbanjar seu rico e bem vindo dinheirinho no quintal de dona Marinês…ao ver a multidão que se encontrava lá fora tive dificuldade de entender de onde saíra tanta gente em uma comunidade tão pequena, claro, era gente de todas a s regiões próximas que vinham para a festa mais famosa do Mimoso, tradicional até…a maioria eram homens de todas as idades inclusive jovenzinhos impúberes trazidos pelos pais para adentrarem logo cedo no mundo dos machos, fora as garotas da casa tinham algumas poucas mulheres, todas de programa e ex funcionárias de Marinês que era tratada como uma rainha, paparicada por todos o tempo todo, pela decepção de Stela não querer se apresentar fomos excluídos da mesa principal e ficamos vagando a esmo pelo recinto, eu metido em uma calça jeans semibag e uma ridícula camisa xadrez que mais lembrava um costume junino faltando me apenas o chapéu de palha e o bigode de carvão, não tive como me vestir de outra forma para não destoar dos outros convidados, e que compareceram quase todos armados, a todo instante podia se ver a coronha de suas armas saindo pela cintura ou até mesmo em cima das mesas como o “seu” delegado que junto com as autoridades locais bebiam na mesa da anfitriã sempre rindo alto e analisando as ‘novas aquisições’ da casa, como as duas gêmeas moreninhas virgens, coitadas, que seriam leiloadas mais tarde, depois do porco e dos perus, sim, ainda tinham os leilões que eram a forma de demonstração de poder e riqueza dos locais, mas só aconteciam depois de estarem todos bêbados pois aí os fazendeiros abriam as carteiras como dizia a gerente Laurinha, um pouco enjoado com essa situação e vendo que Stela já estava se entrosando com o pessoal da banda, artista respeita artista, fiquei boiando na minha  ridícula camisa xadrez cinza, sendo salvo por três garotas que juntas ocupavam uma mesa num canto discreto longe da confusão da pista de dança onde os casais se acabavam no forró no chão de terra batida levantando uma poeira que junto com o suor, formavam uma base cor de barro que escorria pela testa e manchava os lenços dos homens, todos tinham um lenço, um pente e uma arma, os mais ricos lenços de linho ou cambraia os mais pobres de algodão ou xita, os mais ricos tinham pente de tartaruga os mais pobres de plástico, os mais ricos tinham revolveres e até espingardas e os mais pobres se contentavam com facas, canivetes e até facões que mais pareciam espadas, exibindo sem constrangimento como forma de poder e autoafirmação pensei eu, tentando entender o que é que eu tinha ido fazer ali, resolvi beber pra ver se o álcool  tornaria tudo mais aceitável e funcionou logo depois de algumas doses de algumas cachaças locais, lá estava eu dançando forró no terreiro como se tivesse feito aquilo a vida inteira, levado pelas minhas acompanhantes levantamos poeira no salão e pude até sentir o gostinho da atenção dos outros homens que só prestavam atenção nas mulheres em seus trajes demasiado curtos, justos e vulgares pro meu gosto, já Stela pairava no ar como a grande estrela da noite ofuscando a aniversariante e eclipsando todas as mulheres, mas o fato de saberem se tratar de uma travesti da capital a isolava do assédio por temerem comprometer se, afinal toda a comunidade local estava ali representada pelos fazendeiros com seus varões e seus peões, boiadeiros e caminhoneiros, enfim um reduto exclusivo de testosterona no oeste da Bahia, então Stela contentou se com um “holdie” da banda de forró desconhecida na época mas que depois ficou muito famosa com a explosão de talentos musicais baianos nos anos noventa, sim, faz muito tempo que isso aconteceu….a certa altura vejo Miro, vindo em minha direção com uma garota bonita a seu lado e que ainda não tinha visto na festa e como as mulheres eram o “prato” principal da noite e estavam em minoria o revezamento era notório, só os mais ricos podiam pagar pela companhia de uma mulher a noite inteira os outros tinham que se contentar com “meia pensão” num dos quartos e em seguida sair pra ser substituído por um outro macho que as vezes esperava na porta do lado de fora do quarto, no corredor escuro, sempre coordenado pela gerente Laurinha que com seu caderninho e caneta circulava anotando tudo e era tida por todos como puxa saco da patroa…enfim, Miro me apresenta sua namorada Célia, esse era seu nome, a única mulher do recinto que não era “da vida” como se dizia…ela era estudante, morava na cidade vizinha que tinha mais recursos e eles pretendiam casar assim que ela se formasse em professora, o que ainda demoraria algum tempo, percebendo a intimidade do namorado com o “viado da capital” tratou logo de afastar o futuro marido levando o até a mesa da aniversariante que a recebeu com festa, deixando claro que aprovava a escolha do filho, assim que eles saíram uma de minhas acompanhantes vai até a cozinha e volta de lá com um dente de alho e me entrega dizendo:” coloca no teu bolso, colega,  que essa Célia é mandingueira e pelo jeito que ela te olha vai te conjurar, a mãe dela é a macumbeira mais famosa da região, vem gente até de Salvador atrás dos trabalhos dela”; eu ri mas coloquei o dente de alho no bolso, pelo sim, pelo não, seguro morreu de velho, quando Laurinha me chama de longe, com gestos pois o barulho de música, gente e risadas era ensurdecedor, me dirijo até ela que me chama ao seu gabinete, tira uma chave com número seis e me entrega dizendo:”tem um cliente pra ti.”, eu sem entender disparo um : “como é?”; num misto de incredulidade e indignação, aí argumento que não fazia isto e aquilo outro…aí ela, que parecia nem me ouvir, me deu a chave e disse pra que eu fosse lá explicar me com o cliente, como a recusa era minha e uma certa ponta de lisonjeio surgia em mim, achei justo e me fui, já curioso por saber de quem se tratava, chegando ao quarto, bati de leve avisando que ia entrar, só um segurança no fundo do corredor que não esboçou nenhuma reação ao me ver ali, como não houve resposta girei  a chave e entrei no quarto obscurecido por um chapéu de vaqueiro apoiado displicentemente no abajur e um tipo “Antonio Fagundes” na época da novela “Rei do Gado”,  agora em reprise, com a camisa aberta mostrando a profusão dos pelos do seu peitoral largo encimado por um pescoço também largo, como minha cintura, e que levava a uma cabeça com cabelos grisalhos revoltos e um rosto barbudo másculo e forte, que assim de olhos fechados na penumbra do quarto mais parecia um bebê dormindo, tamanho era o relaxamento da face, disse mais um oi, fui até a cama de casal encostada a parede, para ve lo melhor, digo mais um oi, e me viro pra sair ao que fui impedido por uma mão grande e calejada que segurou forte quase estrangulando meu punho, quando ouço uma voz grave e baixa ainda sem me virar dizendo:”fica um pouco”; senti o cheiro forte de álcool exalando no ar das nossas respirações, pois eu havia bebido como nunca dantes aquela noite, ele me diz pra tirar a roupa dele, ensaiei minhas desculpas, mas parece que tomado por uma quenga recém saída do Bataclan em Ilhéus e que adormecia na profundeza do meu ser, tirei lhe primeiro as botas de vaqueiro, despi seus pés, fui até o aparador ao lado da cama onde estava o abajur, uma bacia de louça branca uma jarra de aguá, um vidro de alfazema barata uma carteira abarrotada de dinheiro…e….um revólver imenso….eu já no personagem, comecei a ver tudo como se fosse uma cena e aquilo tudo fosse por ordem da cenografia, realmente tinha bebido demais, molhei a toalha um pouco e comecei a limpar seus pés enormes e mal feitos mas muito sensuais, ele assustou se de inicio e pela primeira vez moveu a cabeça para ver o que eu fazia, notei um sorriso brotar nos seus lábios grossos por entre a barba cerrada já grisalha, vendo que ele havia gostado, espalhei um pouco de alfazema na toalha úmida e delicadamente desci a deslizando do seu pescoço até o umbigo, nesse ponto já contava com sua atitude viril que desafivelava o cinto e descia o zíper da calça, passando a tirar a camisa que voou longe ao ser lançada após rodopiar no ar, como um laço de corda, faltou só o “meu Cliente” gritar: “UHHH UHHH”; com esse clima mergulhei na situação igual criança numa piscina de bolas…e…depois de um tempo, que nem eu sei precisar quanto, pois nem a ruidosa banda eu ouvia mais tamanho era minha embriaguez de volúpia e todas as cachaças possíveis, aí eu decido levantar num misto de satisfação e súbita lucidez, mas sem nenhuma culpa, arrependimento e/ou medo, sem nada falar também, ele cruza os braços atrás da cabeça, eu de costas pra ele me visto devagar, acendo um cigarro, só então me volto pra ele que continuava a me observar imóvel e nu como eu o havia deixado a poucos instantes, exceto pelos braços atrás da cabeça, que com um gesto me fez entender que ele também queria fumar, trago mais um pouco e prendo a respiração, olho com cara de quem está analisando algo, solto a fumaça me aproximo mais da cama, estendo o braço até encontrar o dele também no ar, e coloco o cigarro entre seus dedos grossos e rudes mas não sem antes, cumprimenta lo com um aperto de mãos como os bons amigos fazem, ele sorri um sorriso sincero e diz: “avisa lá que eu vou dormir um pouco e pede pra me acordarem mais tarde.”; eu aceno com a cabeça saio e bato a porta com a chave dentro, volto até o gabinete da Laurinha que não estava e como eu precisava de um tempo pra digerir o que acabara de me  acontecer peguei uma revista velha numa pilha e comecei a folear, depois de dois cigarros ela aparece meio tropega e sorridente e me diz que o Miro, estava louco atrás de mim, pra fumar maconha e emenda:”vai aquendar o boy também né, sua uó”; eu retruco “uó é a senhora, me respeite que sou é da capital”, caímos na gargalhada e então percebi que estávamos bêbadas, as duas pessoas,  eu esqueço me do recado do “meu Cliente” e saio ansioso para encontrar meu amigo e o Miro, não necessariamente nessa ordem, confesso, quando sinto mais uma vez uma mão forte segurando o meu braço, na hora eu pensei irritado:” será essa a forma de abordagem mais comum por aqui? me volto e vejo o filho da…Marinês, o Miro…o tempo parece que até parou pra ver a gente se encontrar, a nossa comunicação era perfeita de olhar pra olhar, de olho para olho, como se nada mais houvesse alem da nossa atenção mútua, de um para o outro, nem nossos corpos, inclusive… só quem já experimentou uma “comunhão de almas” sabe o que estou tentando exprimir…saímos “como se a policia andasse atrás de mim…” pelo portão dos fundos zig zageando por entre a multidão e fomos até um terreno baldio atrás do bordel onde ao lado de uma pilha de tijolos encontrei meu amigo ainda impecável dando um trato num cara bonitão e que nem perceberam a nossa presença, descemos mais um pouco no terreno e embaixo de um jequitibá, sentamos, ele acende um único baseado e ficamos papeando e fumando enquanto víamos as estrelas sumirem no céu que já anunciava o sol outra vez, meu amigo aparece sozinho um pouco depois, senta com a gente, pega o baseado que estava apagado a essa altura, acende tira a peruca e começa a tirar os anéis, pulseira, colar , brinco…e continuou o strip tease, na boa, eu pra lá de Marraquesh, achei aquilo tudo tão mágico, sabe? me deu até vontade de chorar mas quando pensei em como justificar o porquê do choro sem ter que dividir o que estava sentindo… que maconha boa, putz…comecei então a sorrir e logo estávamos os três gargalhando com o canto dos galos ao longe…depois de um tempo rindo o acompanhante do meu amigo chega com com algo pra bebermos e diz que estava uma confusão no cabaré pois tinham roubado a carteira do seu “X” fazendeiro e ele e os capangas dele estavam atrás do ladrão pra matar o desgraçado, só meu amigo deu atenção aquela história eu e Miro resolvemos que podíamos aproveitar a confusão pra nos conhecermos melhor, no sentido bíblico é claro, então ele me conduziu por uma trilha no mato que saia na rua da frente do bordel e por onde podíamos entrar direto para o quarto dele pela janela, como ele me explicava ser melhor, eu adorava cada segundo dessa aventura e lá fomos pelos matos ele na frente me levando pela mão, a brisa da manhã e o orvalho geladinho que pingava dos matos quando passávamos me fazia sentir como se tivesse tomado LSD, será que foi um “flash back”?, é possível, ainda bem que deixei minha última cartela em casa, soube de um cara que tomou LSD no mato sozinho e nunca mais conseguiu voltar, imagina ficar pra sempre aqui nesse lugar…fiquei divagando enquanto brincávamos de entrar escondido pela janela do quarto…primeiro ele certificou se que não tinha ninguém daquele lado da casa puxou as janelas que abriram se pra fora e me ajudou a subir, eu já completamente a vontade nessa fase da aventura do personagem do meu “resgate cármico rural” que já aterrizei na cama embaixo da janela fazendo a sensual entre o “mosquiteiro” e os travesseiros, Miro pula, literalmente em cima de mim arranca a camisa enquanto eu desafivelo o cinto…e…ouvimos batidas fortes na porta chamando pelo filho da…dona Marinês…era a Gorethe, a garota que notou o sorriso do “senhor do bonfim” e me deu o dente de alho que ainda estava no bolso relógio da minha calça jeans semibag, na hora segurei o entre os dedos enquanto Miro foi até a porta e abriu devagar, ela que limitou se a enfiar a cabeça pra dentro do quarto pra me ver e falou: “Miro desaparece com eles daqui que o seu “X” fazendeiro está atrás dele(dizendo isso levantou o queixo na minha direção como se me apontasse!!!!,-) pra matar”; o garoto coçou a cabeça, bateu a porta e passou a chave, pegou de volta a camisa sem vesti la pulou na cama e outra vez a janela com uma habilidade que me pareceu que aquilo acontecia com frequência por ali, antes que ele me dissesse “vem comigo” eu já estava lá fora esperando ele descer da janela, e antes de ouvir dele o que deveríamos fazer já me pus a correr o caminho de volta pelo mato por onde viemos, sentindo a agora gélida brisa da manhã me cortar os lábios cerrados e as gotas frias do orvalho que caia do mato como agulhas sobre meu corpo tenso, nesse ponto a aventura toma a forma de um filme de terror de baixo orçamento tipo “bruxa de blair” e quando encontro meu amigo mais uma vez atracado com seu acompanhante, só que dessa vez os dois deitados nús sobre as roupas vermelhas de Stela, que parecia uma tolha “afrescalhada” de piquenique….quando nos viram correndo, se assustaram e antes que eu pudesse dizer alguma coisa, trupiquei numa pedra e despenquei igual a um saco de batatas em cima deles, sem conseguir falar algo que se compreendesse…e com a cara entre o pinto do moço bonito e a bunda do meu amigo, tudo emoldurado por vermelho pomba gira, decidi ficar mudo pra não urrar de dor no dedão esfolado do meu pé que doía como se eu estivesse descalço na hora da topada…enquanto eu me contorcia de dor eles cataram suas roupas enquanto Miro dava as “boas novas” que eu seria o tal ladrão que estavam procurando pra matar e meu amigo queria saber de quem se tratava esse seu “X” fazendeiro, eu que não poderia deixar de me pronunciar visto que o  filho da dona Marinês não se atreveu a dizer, toda a história talvez por não saber que eu havia me deitado com o seu “X” fazendeiro, falando devagar suspirando de dor disse: “foi um cliente que eu atendi”; as palavras me saíram naturalmente, se não tivesse destroncado o pé poderiam até perceber o orgulho com que eu disse isso…meu amigo fez uma cara de quem não estava entendendo nada, pois ele não estava a par dos acontecimentos em que eu estava envolvido enquanto estava avulso pela festa….”um oquê? cliente, o que foi que a senhora aprontou dessa vez bonitinha?”;…eu rápido na minha justificação já disparei um: “a culpa não foi minha…”; e o acompanhante do meu amigo, que parecia ser a pessoa mais calma do quarteto, disse pro Miro nos levar pelo mato até uma estradinha de terra, a uns oito quilômetros que ele ia arrumar um carro pra levar a gente até a estrada principal fora do lugarejo onde podíamos pedir parada para os ônibus que passassem, pois os caminhoneiros podiam já estar sabendo dessa fuga pelo rádio afinal o seu “X” fazendeiro conhecia todo mundo….infelizmente não conhecia a mim…se conhecesse saberia que jamais faria um papel desses, se pudesse escolher meus papeis é claro…e…lá fomos nós pelo mato adentro, eu entre a raiva de não saber o que é que eu fora fazer ali naquele lugar e o encantamento da natureza exuberante daquele mesmo lugar, meu amigo me maldizendo o tempo todo por ter nos metido naquela situação e querendo saber o que eu achava ter ganhado com isso, quando eu dizia que era realmente muito dinheiro que havia naquela carteira, ele me xingava ainda mais por não ter sido eu o ladrão e começava a conjecturar sobre quem seria o autor do roubo, o Miro a essa altura já achando engraçado aquele grupo estranho andando no meio do mato, principalmente meu amigo que estava de vestido vermelho no meio daquele abismo verde, pois conforme íamos caminhando menos céu a gente via por entre a copa das árvores, em determinado ponto achamos um riacho e paramos pra descansar um pouco, já certos da impossibilidade de sermos encontrados tamanho era a sensação de isolamento que o barulho silencioso da mata nos proporcionava, Miro vai até um arbusto e trás de lá algumas frutinhas vermelhas de gosto bom e doce que eu nunca havia provado e eu resolvo perguntar se ele sabia encontrar cogumelo, ele disse que sim e que tínhamos que ir rápido então pois tinha um pasto no caminho, mas se o sol esquentasse muito eles derretiam na merda dos bois, saímos nessa busca ansiosamente que até me esqueci do roubo, mas meu amigo continuava a questionar quem poderia ser o culpado, pulamos uma cerca e o Miro correu na frente até sumir de vista continuamos a seguir a trilha e eis que numa mangueira cheia de suculentas mangas rosas, nós paramos mais uma vez , lavamos os cogumelos com a água do riacho que trazíamos na garrafa onde antes continha álcool, e comemos sentindo o amargo horrível característico dos cogumelos alucinógenos…e….aí a aventura muda completamente de tom mais uma ve, transformamo nos todos, eu um elfo, meu amigo uma fada vermelha perseguida por um panapaná de borboletas de todas as cores formas e tamanho, as vezes o tecido fluido de sua pelerine parecia ser também uma assa enorme, Miro era Pã, o  meu deus cornífero, deus pagão dos bosques, o rei dos carvalhos e senhor das matas…enquanto meu amigo flutuava na companhia das borboletas e/ou fugia delas pois era impossível saber aquela altura da alucinação o que era realidade, eu e Miro desfrutávamos um do outro como se nos alimentássemos em um rico banquete que era nós mesmos, antes do jejum forçado…só conseguimos voltar ao normal quando encontramos um minadouro de água límpida e clara, que nos refrescou do calor da tarde que já ia alta em tons de laranja no céu e que anunciava já a noite, chegamos exaustos de tudo ao local combinado, em total silêncio os pássaros falavam por nós, mesmo assim continuava a existir comunicação absurda entre nós, eu via algo que me chamava atenção e olhava pro Miro e ele entendia isso…realmente foi mágico, sabe? deu até vontade de chorar de novo…mas….a sensação do dia mais incrível da minha vida, até ali, e a emoção de ver o ex companheiro do meu amigo encostado numa caminhonete velha com a Gorethe, dizendo que tinha conseguido pegar nossas coisas escondido de Laurinha e que ela era a mais interessada em fazer  justiça contra essa barbaridade de roubar o dinheiro da venda dos bois do seu “X” fazendeiro um homem tão bom e decente, cliente de anos de dona Marinês…isso não podia ficar assim, Gorethe disse que esse era o discurso da gerente puxa saco, enquanto meu amigo trocava de roupas e ainda questionava sobre quem teria feito isso….o Miro até então calado disse:” foi  Laurinha…que pegou esse dinheiro”; todos concordamos entramos no carro e fomos até a estrada principal já nos primeiros breus da noite, onde ficamos por uma hora ou mais até que passasse um ônibus que ia pro Goiás, que não era pra onde tínhamos que ir, mas pra sair em segurança dali, sim, bem que servia, nos despedimos rapidamente, Gorethe entregou nos um envelope com uma quantia de dinheiro que nos disse ser o fruto de uma vaquinha entre as garotas do bordel, feita em segredo pois Laurinha mataria uma a uma se soubesse disso…subimos no ônibus que deu partida e me levou pra longe do meu deus cornífero que em um pouco mais de 24 horas me fez sentir pela primeira vez o que viria a ser “um amor da minha vida”…coisa que depois passei a encontrar pela longa estrada da vida…e…aprendi a reconhecer nos primeiros cinco minutos de contato visual…nunca mais nos vimos desde então e não sei precisar qual foi o fim deste “causo” que chega ao fim…só….sei que foi assim!!!,-) #CronicasDeUmTempoNaMemória

P.S. só o que sei é que Gorethe casou com o acompanhante bonitão do meu amigo e tiveram uma filha na qual colocaram o nome de Stella, Stella Maria e foram viver em Salvador, se felizes para sempre, não posso dizer lhes, espero que sim!!!,-)

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