Morte em Veneza !!!,-)

Der Tod in Venedig 1912

A Morte em Veneza (no original em alemão Der Tod in Venedig) é uma novela escrita por Thomas Mann e publicada pela primeira vez em 1912.

Em A Morte em Veneza, Thomas Mann apresenta uma escrita complexa e profunda, onde quase cada parágrafo pode ter várias leituras. Em contraponto, o enredo é praticamente inexistente: um homem de meia-idade viaja até Veneza, apaixona-se platonicamente por um jovem rapaz polaco extremamente atraente e morre sem sequer ter trocado uma palavra com ele.

Se, a uma primeira leitura, a homossexualidade se torna evidente em A Morte em Veneza, conforme se debruça na narrativa, essa questão mostra-se secundária à análise da obra. Não foi esta a preocupação central do autor, visto que nem sequer houve contato físico entre as personagens, estando o amor de Aschenbach por Tadzio no âmbito da idealização. A verdadeira atração de Gustav mostra-se ser pela beleza e perfeição do menino, o que fica evidente para o leitor, dentre outros motivos, na medida em que Tadzio é apresentado como “o belo”. Rosenfeld (1994, p. 183) declara que “Aschenbach vê no jovem Tadzio o reflexo temporal da beleza eterna, do ideal sempre perseguido e de tal modo irresistível na sua encarnação que se acha moralmente desarmado diante da imagem perfeita”. Logo, a imagem de Tadzio seria uma captura da beleza, que a arte se encarrega por eternizar. Segundo o mesmo autor, o amor de Aschenbach por Tadzio vai se dar como uma paixão narcisista, em que o escritor ama na beleza do menino a sua própria imagem, a própria meta espiritual, o sonho da beleza. Sonho este que, ironicamente, irá lançá-lo às profundezas da dissolução. Por fim, confirmando as hipóteses já defendidas pelos autores acima citados, Rodrigues (s.d.), em seu artigo O erotismo e a estética em A Morte em Veneza, defende que Aschenbach busca na arte a forma física e a perfeição que gostaria de ter.

De A Morte em Veneza: “Ele era mais bonito do que as palavras podiam exprimir, e Aschenbach (o homem de meia-idade) sentiu dolorosamente, como tantas vezes antes, que a linguagem pode apenas louvar, mas não reproduzir, a beleza que toca os sentidos. (…)Tadzio (o rapaz polaco) sorriu; (…) E recostando-se, com os braços caídos, transbordando de emoção, tremendo repetidamente, segredou a formulação tradicional do desejo – impossível, absurda, abjecta, idiota mas sagrada, e mesmo neste caso honrada: “Amo-te!”

…se preferir baixar o filme de Lucchino Visconti de 1971, baseado na novela de Thomas Mann acesse: http://www.freeonlinemoviesstreams.com/pt/stream-death-in-venice-online.html

…agora se quiser deleitar-se com as palavras meticulosamente escolhidas para contar esse romance, vá até http://temqueler.files.wordpress.com/2009/12/thomas-mann-a-morte-em-veneza-e-tonio-kroeger.pdf e leia na íntegra o maravilhoso livro de Thomas Mann, que tem tudo a ver comigo…menos a parte da morte é claro…e…alguns outros detalhes, sórdidos, da paixão que não vem ao caso comentar aqui para não prejudicar a reputação ilibada do “Tadzio” em questão e/ou da vez…kkkk…boa leitura, pois nem só de imagens pictóricas vive o homem !!!,-)

P.S… minha própria versão do “clássico” para a posteridade: http://www.twitvid.com/embed.php?guid=5ISRQ&autoplay=0

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