“Antigone” (1961 film/Irene Papas): confesses to Creon !!!,-)

Antígona, assim como Ismênia, Etéocles e Polinices, é filha de Édipo e Jocasta; os dois, filho e mãe, e, também, marido e mulher, respectivamente. Vindos da linhagem de Laio, carregam sobre seus ombros o peso da maldição dos deuses. Quando Édipo abandona o poder, ao descobrir o que o oráculo já havia previsto – Jocasta, sua mulher, era também a sua mãe – o trono passa a ser dividido entre os dois filhos do Rei que acabara de abandoná-lo: Etéocles e Polínices. O poder deveria ser exercido alternadamente, ora por um e ora pelo outro.No seu período de poder, Etéocles decide não ceder o trono para o período destinado a Polinices. Uma guerra entre irmãos é decretada. No ápice da batalha, os dois se matam. Creonte, irmão de Jocasta e tio dos dois mortos, assume o poder e, numa ação tirânica, decreta que o corpo de Etéocles será enterrado com honras de Estado, e o de Polinices será deixado em Praça Pública, exposto aos abutres.Como afirmou Michel Foucault, [1926-1984]: ‘(…) uma das principais características do tirano é fazer de sua própria vontade a lei de toda a cidade’. Antígona, apoiada nas suas crenças e no aprendizado junto a seus deuses, enfrenta o Estado e seu tio tirano e enterra o corpo do irmão, Polinices. Nesse momento desenha-se o embate que serve para toda a humanidade como objeto de reflexão: poderá um rei, ou qualquer autoridade que ocupe o poder, instaurar uma lei que vai contra o direito individual, que confronte as crenças milenares, os costumes e a cultura de um povo? Há democracia em um Estado onde as decisões são tomadas à revelia do pensar e das necessidades dos cidadãos??? Dos Cidadãos, é óbvio que não,os cidadãos sempre deverão ter e ver as suas necessidades satisfeitas, hoje pelo Estado nas pessoas de seus representantes no congresso ou mesmo autoridades eleitas pelo voto ou cargos indicados e/ou adquiridos por meio de concursos… agora quanto as necessidades do povo…esse sim, pode muito bem deixar de ser ouvido e satisfeito, pois sempre preferirá apoiar quem mais os iludir, abarrotando os setores imprescíndiveis da nossa sociedade com uma escória que representa e tipifica o que existe de pior na personalidade humana…agindo assim como algoz de si mesma…(contemporâneos, eis a questão !!!,-) A grande diferença da democracia que é exercida e imposta hoje pelo mundo civilizado com poder nuclear e a que era exercida e incentivada em Athenas ( fundada na Ática, península do mar egeu, pelo jônios, que ali se estabeleceram de forma pacífica, ao lado de eólios e aqueus, antigos habitantes da região. No início, o poder político estava sob o controle dos eupátridas, donos das terras mais produtivas.Na cidade, um soberano, chamado basileus, comandava a guerra, a justiça e a religião. Uma espécie de conselho, o Areópago, limitava seu poder. Com o tempo, os basileus perderam a supremacia e se transformaram em simples membros de um órgão denominado Arcontado.A partir do século VIII a.C., essa organização política sofreu profundas mudanças. Após a expansão territorial, ocorrida durante a  Segunda Diáspora, os portos naturais e a privilegiada posição geográfica de Atenas favoreceram o intercâmbio comercial com as novas colônias.Como conseqüência imediata da diversificação das atividades econômicas, houve uma considerável mudança no quadro social. Assim, comerciantes e artesãos enriquecidos passaram a pressionar a aristocracia por maior participação no poder. Ao mesmo tempo, a população mais pobre protestava cada vez mais contra as desigualdades sociais.Diante da enorme pressão, os eupátridas viram-se obrigados a fazer concessões. Com o objetivo de conciliar os conflitos, passaram a escolher legisladores entre os integrantes da aristocracia, homens especialmente indicados para elaborar leis. Dois desses legisladores foram Drácon e Sólon… hoje temos o poder Legislativo que constitui o sistema regulador que confere as mudanças que serão admitidas( e/ou impostas !!!,-) para se viver em Sociedade ), no século VIII, é que lá quem decidiam eram os cidadãos…hoje é o povo…e como o povo é representado pela “opinião pública” auferida por outros orgãos com suas próprias necessidades… por isso, em um Estado Democrático de Direito Constituido como temos hoje, quem controla a “opinião pública” já sai na frente…por vezes, muitas vezes, dá as cartas !!!,-)

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